se tem algo que aprendi nesses quase 35 anos de caminhada é que muito (de tudo) passa.
já estive no topo, já estive quebrada. e por falar em quebrar, já quebrei o pé e fiquei de molho por meses, já tive muitos amigues perto, muitos amigues longe. já viajei muito, já vivi anos sem viajar, já planejei, já vivi no impulso. já, já e já também.
o bom dessa história passageira é que os sentimentos também vão, embora existam momentos em que a sensação seja de que nunca passarão, sejam bons ou ruins. eles também passam. a raiva passa (ufa!). lembro de momentos de tristeza e raiva que pareciam não ter fim. hoje, distanciada da raiva e das dores, ainda consigo cultivar memórias boas das mesmas pessoas de quem desejei a maior distância.
ainda que muito passe, tem coisas que não abro mão que caminhem junto e é com elas que sigo no novo ciclo. minha fé, que me faz crer que nunca estive só. nos piores momentos a força de guias, anjos da guarda, orixás, deusas ou seja lá o nome que der pra isso que não se vê mas se sente, esteve comigo. o tem-po in-tei-ro, mesmo quando eu esquecia. os amores que quero bem pertinho. a saúde pra seguir aprendendo na jornada. com esse pequeno combo, quero seguir.
eles passarão, eu passarinha.
20/02/2020
07/05/2019
24/06/2018
au revoir OU ao re-voar
tão óbvio quanto o sol do verão é esse
medo que chega sem convite
e entra
grita
o novo
,
na sensação de parar,
pausas
vírgulas
respiros
re-piro.
todo novo dá essa angústia?
medo que chega sem convite
e entra
grita
o novo
,
na sensação de parar,
pausas
vírgulas
respiros
re-piro.
todo novo dá essa angústia?
17/11/2017
retorno
voltei,
depois de dois anos, voltei.
voltei como se nunca tivesse ido.
voltei porque nunca deixei de ser.
cheguei mãe nesse 2017.
ele se vai.
nós, ficamos e seguimos.
2018.
o que nos reserva ?
depois de dois anos, voltei.
voltei como se nunca tivesse ido.
voltei porque nunca deixei de ser.
cheguei mãe nesse 2017.
ele se vai.
nós, ficamos e seguimos.
2018.
o que nos reserva ?
13/11/2015
percepções
escrever, escrever, perceber.
o mundo traduzido.
o sentir contínuo em palavras.
hoje, por exemplo,
senti o quanto gosto de caminhar pelas pedras portuguesas do largo da carioca.
o largo democrático:
de um lado um pregador do discurso de ódio, que, quando passo, tapo - literalmente - os ouvidos.
(ele também - não literalmente -, para qualquer argumentação... a prática já dura anos, em nome de deus [que deus prega o não amor???])
de outro, um ser que faz sons usando uma lixeira, um cano e materiais reciclados,
as bancas? cada uma com seu som, elton john musical, elvis, raça negra,
a ação com filas enormes, cadastrando candidatos a empresgos,
a tenda com capoeira, com lutas, as pessoas em suas horas de descanso, de almoço, de vôos,
os mendigos, os hippies, os estrangeiros, os engravatados, as empresárias, as gostosonas.
tudo num mesmo espaço, todos de passagem.
todos juntamente separados.
o céu está azul.
o charme está no ar.
o sol aquece. ilumina.
o céu ontem, em meio a esses estímulos todos, estava dourado.
exibia pequenas formas, separadas entre si, de nuvens que compunham o todo.
olhava e andava, andava e olhava.
são essas coisas, são elas que me fazem sentir viva.
o pulso ainda pulsa.
os olhos veem, o corpo percebe.
11/11/2015
sei lá, mil coisas.
mar.
cores outonais.
chuva aqui dentro.
calor incessante.
chuva e calor.
calor (s)em luz.
calor e água.
combinações improváveis,
tipo as que tenho aqui.
carregando aqui, ó:
bem aqui, ó.
cores outonais.
chuva aqui dentro.
calor incessante.
chuva e calor.
calor (s)em luz.
calor e água.
combinações improváveis,
tipo as que tenho aqui.
carregando aqui, ó:
bem aqui, ó.
20/09/2015
no meio da semana não queria que ela tivesse existido, no fim estava feliz. a lua crescia, brilhante, iluminada. conversaram sobre. conversavam muito. mundos diferentes, dois continentes, duas cores, muitos espaços. unidos pela memória, seguiram viagem rumo ao conhecimento do outro, rumo ao conhecimento de si.
16/09/2015
retrato de uma insônia
ainda noite do novo dia.
pássaros (re)iniciam seu acordar com os primeiros sons desse 16.
ouvidos atentos.
é sempre bom aos coraç...
ops, ouvidos.
se os olhos são a janela da alma,
o que serão os ouvidos?
pássaros (re)iniciam seu acordar com os primeiros sons desse 16.
ouvidos atentos.
é sempre bom aos coraç...
ops, ouvidos.
se os olhos são a janela da alma,
o que serão os ouvidos?
11/07/2015
final de semana abarrotado de... tudo, de tédio.
amiga na amiga,
namorado ausente,
pia entupida.
computador na frente,
ideias embaralhadas.
vazio presente.
vó aniversariando,
orgulho e preconceito em som.
sessão exclusiva,
final de semana começando,
num quarto.
um quarto já foi.
o que foi feito?
pouco.
ou menos do que gostaria.
assuntos mil.
fios na mesa,
roupas na cadeira,
eu na cadeira,
você na frente,
onde foram parar as metáforas?
já existiram elas?
tudo concreto,
nada concreto.
apenas o cinza do dia colorido.
namorado ausente,
pia entupida.
computador na frente,
ideias embaralhadas.
vazio presente.
vó aniversariando,
orgulho e preconceito em som.
sessão exclusiva,
final de semana começando,
num quarto.
um quarto já foi.
o que foi feito?
pouco.
ou menos do que gostaria.
assuntos mil.
fios na mesa,
roupas na cadeira,
eu na cadeira,
você na frente,
onde foram parar as metáforas?
já existiram elas?
tudo concreto,
nada concreto.
apenas o cinza do dia colorido.
26/04/2015
reflexos sentidos
sinto muito por muito sentir.
sinto a dor alheia,
sinto a alegria compartilhada,
sinto, sinto, sinto.
beira a inocência, beira a infantilidade.
aprendendo a lidar com tudo isso.
aprendendo a fechar os olhos, olhar pra dentro.
abrindo o coração para tudo que há de novo.
amor não falta.
sinto a dor alheia,
sinto a alegria compartilhada,
sinto, sinto, sinto.
beira a inocência, beira a infantilidade.
aprendendo a lidar com tudo isso.
aprendendo a fechar os olhos, olhar pra dentro.
abrindo o coração para tudo que há de novo.
amor não falta.
18/04/2015
31/03/2015
aleatoriedades sobre o gostar
consegui o que queria, a vida floriu.
manhã de amiga precisando de afago, manhã de descanso.
manhã de memórias de dentro.
ler, ver, rever o que fui,
me ajuda a relembrar quem sou.
o que serei, não sei.
a gente nunca sabe, por mais que planeje.
gosto da vida, isso é sabido.
gosto das folhas que caem.
gosto das folhas que nascem.
gosto de ajudar quem está em pé no ônibus, de ceder o lugar.
gosto de encontrar pessoas queridas.
gosto de não gostar mais.
e de aprender a gostar.
gosto da vida.
manhã de amiga precisando de afago, manhã de descanso.
manhã de memórias de dentro.
ler, ver, rever o que fui,
me ajuda a relembrar quem sou.
o que serei, não sei.
a gente nunca sabe, por mais que planeje.
gosto da vida, isso é sabido.
gosto das folhas que caem.
gosto das folhas que nascem.
gosto de ajudar quem está em pé no ônibus, de ceder o lugar.
gosto de encontrar pessoas queridas.
gosto de não gostar mais.
e de aprender a gostar.
gosto da vida.
23/03/2015
reflexões num início de outono
os dias passam, tudo passa.
é bom saber que o que afetava já não afeta.
talvez seja a maturidade.
ou talvez seja o fim do retorno de saturno.
(ufa!)
não precisar ter explicações de fora para estar bem dentro.
não digo que as perguntas não venham.
mas entender que elas não precisam ser respondidas dá uma leveza sem tamanho.
na verdade, acho que pode ser também a maturidade ou o fim do retorno do planeta de anéis.
no fundo, no fundo mesmo, sinto que a leveza vem por novamente ser dona da história.
ser dona da minha história.
é bom saber que o que afetava já não afeta.
talvez seja a maturidade.
ou talvez seja o fim do retorno de saturno.
(ufa!)
não precisar ter explicações de fora para estar bem dentro.
não digo que as perguntas não venham.
mas entender que elas não precisam ser respondidas dá uma leveza sem tamanho.
na verdade, acho que pode ser também a maturidade ou o fim do retorno do planeta de anéis.
no fundo, no fundo mesmo, sinto que a leveza vem por novamente ser dona da história.
ser dona da minha história.
26/01/2015
reflexões pré trinta
o tempo passa, o corpo cresce: nariz, orelhas, barriga, tudo.
e ficam mais moles, sem a força das primeiras décadas.
os dentes entortam.
os ossos encolhem, refletindo os anos vividos.
as olheiras expressam as responsabilidades e preocupações.
os fios de cabelos brancos, idem.
e as escolhas passam a ser mais bem feitas.
o saber o que se quer ecoa pelos gritos de dentro.
o saber quem se é vem com força, sem espaço para o que não se é.
a aceitação - e aqui merece eco de novo: aceitação, ão, ão, ão, ããããããão!!! - ganha nova proporção.
e o sorriso fica mais pleno.
pleno de toda a alegria da vida, ao pensar numa manhã de janeiro: uau, como é bom respirar!
os olhos expressam verdade, o que vem de dentro.
os altos e baixos já não são tão altos ou tão baixos.
a busca pelo equilíbrio continua a caminhar lado a lado, agora mais junto.
o fora deixa de ganhar toda a importância, embora ainda tenha lá seus momentos.
o dentro é que diz, guia, ilumina a estrada.
nada fica mais fácil, mas o peso do difícil já não tem um corpo tão forte que o apoie.
então se larga o que não vale com certa facilidade.
encara os poréns e segue.
porque nada supera o estar aqui, agora.
nada supera a bagagem dos aprendizados e o desejo de mais.
nada supera a felicidade dos bons dias e dos encontros.
seguimos.
e ficam mais moles, sem a força das primeiras décadas.
os dentes entortam.
os ossos encolhem, refletindo os anos vividos.
as olheiras expressam as responsabilidades e preocupações.
os fios de cabelos brancos, idem.
e as escolhas passam a ser mais bem feitas.
o saber o que se quer ecoa pelos gritos de dentro.
o saber quem se é vem com força, sem espaço para o que não se é.
a aceitação - e aqui merece eco de novo: aceitação, ão, ão, ão, ããããããão!!! - ganha nova proporção.
e o sorriso fica mais pleno.
pleno de toda a alegria da vida, ao pensar numa manhã de janeiro: uau, como é bom respirar!
os olhos expressam verdade, o que vem de dentro.
os altos e baixos já não são tão altos ou tão baixos.
a busca pelo equilíbrio continua a caminhar lado a lado, agora mais junto.
o fora deixa de ganhar toda a importância, embora ainda tenha lá seus momentos.
o dentro é que diz, guia, ilumina a estrada.
nada fica mais fácil, mas o peso do difícil já não tem um corpo tão forte que o apoie.
então se larga o que não vale com certa facilidade.
encara os poréns e segue.
porque nada supera o estar aqui, agora.
nada supera a bagagem dos aprendizados e o desejo de mais.
nada supera a felicidade dos bons dias e dos encontros.
seguimos.
21/01/2015
memórias urbanas
dois velhinhos.
cabeças brancas.
o trem cheio, era meio da tarde.
um luxo para os que compartilhavam da experiência.
em devaneios, só me dei conta de que o velhinho estava a minha frente, minutos (ou segundos? não horas.) depois.
oferta de lugar. recusa. iriam saltar três estações à frente.
a velhinha apareceu depois.
sentada a duas divisões de mim.
parecia mais nova que ele, e ele mais inteiro que ela.
a aliança dele, fina e discreta.
chegou a estação final para eles: carioca.
mas antes disso, ele a pegou pela mão, como apoio à subida do assento.
ela aceitou e num impulso, se levantou.
a aliança dela, fina e discreta.
vestido florido, mas no p&b.
um arquinho segurava os fios de cabelos brancos e quase lisos.
meias compressoras na pernas e sapatinhos impecáveis.
brincaram: ele mecheu no queixo dela, lindamente.
a estação chegou. ele a pegou pela mão, e seguiram juntos rumo aos lugares mil onde imaginei que fossem.
bonito de se ver.
cabeças brancas.
o trem cheio, era meio da tarde.
um luxo para os que compartilhavam da experiência.
em devaneios, só me dei conta de que o velhinho estava a minha frente, minutos (ou segundos? não horas.) depois.
oferta de lugar. recusa. iriam saltar três estações à frente.
a velhinha apareceu depois.
sentada a duas divisões de mim.
parecia mais nova que ele, e ele mais inteiro que ela.
a aliança dele, fina e discreta.
chegou a estação final para eles: carioca.
mas antes disso, ele a pegou pela mão, como apoio à subida do assento.
ela aceitou e num impulso, se levantou.
a aliança dela, fina e discreta.
vestido florido, mas no p&b.
um arquinho segurava os fios de cabelos brancos e quase lisos.
meias compressoras na pernas e sapatinhos impecáveis.
brincaram: ele mecheu no queixo dela, lindamente.
a estação chegou. ele a pegou pela mão, e seguiram juntos rumo aos lugares mil onde imaginei que fossem.
bonito de se ver.
24/12/2014
agradecida, 2014.
foram muitos presentes.
presentes sinceros que a vida trouxe nesse dois mil e quatorze.
presentes para um passado de boas lembranças,
presentes a serem eterna e ternamente agradecidos.
presentes que vislumbram felizes dias no futuro.
presentes que estão no momento presente.
foram muitos presentes.
nas mais singelas ações e situações.
no retorno de pessoas lindas com quem tive o prazer de cruzar os caminhos.
no voltar a ser criança e brincar de pique na casa grande cearense.
no cd ganho de um anjo taxista em uma rápida passagem por fortaleza,
na lata da barbie recebida com bilhetinhos lindos de minha irmãzinha também lá de cima,
no conserto como "presente de natal" da sandália que teve sua sola arrancada pelas ruas desestruturadas da cidade maravilhosa e por esses pés tropeçantes,
nas folhas rodopiantes que saltam aos olhos sempre que passo por uma árvore,
das cores da primavera que alegram o coração,
na fava recolhida da roça do genro de Patativa e dos inúmeros cafezinhos, regados de afeto e boa prosa vindas do cariri,
dos resultados de provas que fiz - com medo admito - e de reencontrar a capacidade, a qual os olhos insistiam em se recusar a ver,
da casa dividida, por mais um ano, com a melhor amiga que eu poderia ter pra isso,
da música, da dança, das artes, da coragem.
das flores que tornaram a abrir, do lírio que renasceu pela primeira vez desde que aqui chegou, da árvore da felicidade que, tão frondosa está, chega ao ponto de me gritar por um espaço maior.
não vou mentir que também tenha tido seus amargores. e como ignora-los, se são eles, muitas vezes, que nos fazem crescer e reaprender a olhar para a vida?
alguns reflexos continuam no processo de amadurecimento, devem acompanhar por um tempo.
a fé, a gratidão e o amor facilitam nesse caminho.
é com elas que eu vou sempre, num resgate e redescobrimento contínuo desse ser cujos dedos de unhas vermelhas registram em palavras o fluxo circulante por debaixo do que se é aparente.
o resultado é que os amargores também foram presentes nesse processo divino no qual nos encontramos.
ainda é natal, uma semana falta para seu último dia para o término do ciclo 2014.
contudo, já sou grata por todos os presentes recebidos de coração aberto.
venha 2015, venham os 30 anos de uma vida apreciada pelo viver. e que, me permitam todos os seres, animados ou inanimados, visíveis ou não, que assim seja pelos próximos por vires.
que eu me permita seguir da melhor forma.
e que as boas companhias e lindos momentos, registrados em cada marca de expressão e em cada fio de cabelo naturalmente descolorido, permaneçam.
agradecida pelo presente, universo.
presentes sinceros que a vida trouxe nesse dois mil e quatorze.
presentes para um passado de boas lembranças,
presentes a serem eterna e ternamente agradecidos.
presentes que vislumbram felizes dias no futuro.
presentes que estão no momento presente.
foram muitos presentes.
nas mais singelas ações e situações.
no retorno de pessoas lindas com quem tive o prazer de cruzar os caminhos.
no voltar a ser criança e brincar de pique na casa grande cearense.
no cd ganho de um anjo taxista em uma rápida passagem por fortaleza,
na lata da barbie recebida com bilhetinhos lindos de minha irmãzinha também lá de cima,
no conserto como "presente de natal" da sandália que teve sua sola arrancada pelas ruas desestruturadas da cidade maravilhosa e por esses pés tropeçantes,
nas folhas rodopiantes que saltam aos olhos sempre que passo por uma árvore,
das cores da primavera que alegram o coração,
na fava recolhida da roça do genro de Patativa e dos inúmeros cafezinhos, regados de afeto e boa prosa vindas do cariri,
dos resultados de provas que fiz - com medo admito - e de reencontrar a capacidade, a qual os olhos insistiam em se recusar a ver,
da casa dividida, por mais um ano, com a melhor amiga que eu poderia ter pra isso,
da música, da dança, das artes, da coragem.
das flores que tornaram a abrir, do lírio que renasceu pela primeira vez desde que aqui chegou, da árvore da felicidade que, tão frondosa está, chega ao ponto de me gritar por um espaço maior.
não vou mentir que também tenha tido seus amargores. e como ignora-los, se são eles, muitas vezes, que nos fazem crescer e reaprender a olhar para a vida?
alguns reflexos continuam no processo de amadurecimento, devem acompanhar por um tempo.
a fé, a gratidão e o amor facilitam nesse caminho.
é com elas que eu vou sempre, num resgate e redescobrimento contínuo desse ser cujos dedos de unhas vermelhas registram em palavras o fluxo circulante por debaixo do que se é aparente.
o resultado é que os amargores também foram presentes nesse processo divino no qual nos encontramos.
ainda é natal, uma semana falta para seu último dia para o término do ciclo 2014.
contudo, já sou grata por todos os presentes recebidos de coração aberto.
venha 2015, venham os 30 anos de uma vida apreciada pelo viver. e que, me permitam todos os seres, animados ou inanimados, visíveis ou não, que assim seja pelos próximos por vires.
que eu me permita seguir da melhor forma.
e que as boas companhias e lindos momentos, registrados em cada marca de expressão e em cada fio de cabelo naturalmente descolorido, permaneçam.
agradecida pelo presente, universo.
17/11/2014
ufa
o desejo é de criar palavras que traduzam o sentir,
tão profundo, tão grande, tão cheio... tão, tão que transborda a ponto de, se fosse água, não faltaria em são paulo, em minas, em lugar algum.
mas as palavras estão secas.
quem sabe pelo fim do ano.
quem sabe pelas histórias recentes, escolhidas por mim.
a fé na vida não me deixa não acreditar que seja passageiro... mas, ufa, tá intenso demais.
talvez sejam as mortes, passagens para o outro plano, de pessoas próximas, pessoas que fizeram parte da minha vida e infância.
talvez sejam os amigos que seguem suas vidas e eu, que esteja sentindo a minha parada.
talvez seja a preocupação em arrumar logo um emprego.
talvez seja tudo isso, talvez seja só um dia.
amanhã vai ser melhor.
tão profundo, tão grande, tão cheio... tão, tão que transborda a ponto de, se fosse água, não faltaria em são paulo, em minas, em lugar algum.
mas as palavras estão secas.
quem sabe pelo fim do ano.
quem sabe pelas histórias recentes, escolhidas por mim.
a fé na vida não me deixa não acreditar que seja passageiro... mas, ufa, tá intenso demais.
talvez sejam as mortes, passagens para o outro plano, de pessoas próximas, pessoas que fizeram parte da minha vida e infância.
talvez sejam os amigos que seguem suas vidas e eu, que esteja sentindo a minha parada.
talvez seja a preocupação em arrumar logo um emprego.
talvez seja tudo isso, talvez seja só um dia.
amanhã vai ser melhor.
16/10/2014
sobre primavera, sobre verdade
os dias de primavera seguem com a luz do sol.
as flores se abrem nos canteiros e colorem as ruas.
os pássaros cantam, ainda antes do sol raiar, anunciando novo dia.
e sei que vale estar aqui, vivendo tamanha beleza.
bela pela simplicidade e verdade que traz em si.
verdade que nós, humanos, às vezes esquecemos de caminhar junto.
verdade, uma ilusão?vem do coração.
as flores se abrem nos canteiros e colorem as ruas.
os pássaros cantam, ainda antes do sol raiar, anunciando novo dia.
e sei que vale estar aqui, vivendo tamanha beleza.
bela pela simplicidade e verdade que traz em si.
verdade que nós, humanos, às vezes esquecemos de caminhar junto.
verdade, uma ilusão?vem do coração.
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