28/04/2010

vinte e oito de abril

mudou,
os anos passaram e mudaram o mundo,
o seu.

mu-doi, num escorregar de letras por entre os dedos teclantes.
letras, palavras, sentido.
sentindo a mudança.

12/04/2010

eu sempre quero mais

Era segunda-feira, dia de início.
Dia de início de mais do mesmo.
Dia de início do mesmo novo.
Era segunda-feira, dia de dúvidas, questões, cansaço, novidades.
Dia do mais do mesmo.
Mesmo novo.
Era segunda-feira.
E segunda-feira era dia de contagem regressiva para o próximo final de semana.
Contagem regressiva para os momentos rápidos e eternos.
Lentos e ternos.
Por ser segunda-feira os dias precisavam passar mais rápido para novamente estarem juntos, brincando, beijando, sendo.

26/03/2010

vinte e seis de março

doces bárbaros, brigadeiro,
doces bárbaros, visconde de mauá,
doces bárbaros, música gostosa,
doces bárbaros, geração em transe,
doces bárbaros, amigo querido,
doces bárbaros, tropicalismo,
doces bárbaros, bárbaros doces.

24/03/2010

...a da vez...

"Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim"

18/03/2010

dezoito do três

duas meninas.
tão próximas e tão longe.

o que valeu registrar foi a idéia de que nada adianta a análise se a mudança não começar pelo analisado.
fazer análise para mudar o externo não pode dar certo.
a análise ajuda a compreender questões para lidar com o mundo externo mais facilmente.

17/03/2010

dezessete de março

gosto de janelas e portas,
do movimento de folhas no outono,
das cores da primavera,
do calor do verão - por que não?
gosto da companhia sempre bem vinda do inverno,
gosto de você.

sempre.

comigo.

05/03/2010

não-literário

Aulas de literatura brasileira, conhecimento de estilos e diversos métodos que permitem com que se faça uma análise de textos.

A cada vez que ouço falar disso, me vejo mais longe de qualquer possibilidade de acreditar que escrevo bem.

Às vezes penso que escrevo sempre as mesmas coisas, as mesmas coisas. Mesmas. Coisas.

Besteiras que circulam pelas cabeças embaralhadamente pensantes de seres que passam muito tempo sentados entre as andadas e paradas dos ônibus pelas ruas da cidade...

Saindo da aula segui direto para a livraria, precisava ler. Literatura. Ficcional.
Algo que me prendesse e mostrasse tudo o que vi nas aulas enlouquecedoras e adoráveis de Diana.
Fui aos meus bons e conhecidos Clarice e Hatoum.

O Milton está longe, muito longe - do que eu conseguiria escrever...
Envolvente e surpreendente, apesar de sua marca estar sempre presente em todas as obras escritas por ele e já lidas por essa "escritora" fajuta.

Clarice, através de suas múltiplas personagens, sempre tão próximas, atrai-me tanto que passaria horas, horas e horas,
dias inteiros! lendo suas frases sempre tão fluidas.

Comecei, hoje, por ela.
Recomecei, pra não mentir...
Reli o que foi meu primeiro contato com sua obra: "Os Desastres de Sofia".
Ganhei "A Legião Estrangeira" na adolescência. Por incrível que pareça, da minha mãe.
Coitado, ficou encostado por anos... será que a resistência foi à Dona Terezinha?
Pode ter sido.
Aos vinte e dois, fui presenteada com "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres".
Uma aprendizagem E o livro dos prazeres, eu diria.
É sempre um prazer lê-la.

E eu, nessa história toda?
Continuo sentada, batendo rapidamente nos caracteres deste teclado cinzento, tentando sair da farsa e encontrar algo que...
Reticência substitui o 'não sei'?


23/02/2010

aos meus amados amores

Chegando ao fim do ano, o pessoal.
Último dia com 24, a partir das 22:45 do dia 24, viverei os primeiros momentos dos 25.

Estive pensando que a vida pode ser comparada a um projeto.
Não é por acaso que alguns a chamam de "projeto de vida".
Todo projeto tem começo meio e fim, tal qual nossas vidas.
Todo projeto tem objetivos, justificativa... também tem as expectativas em relação às respostas de outros.
Todo projeto tem marcos.
Toda vida tem marcos.

Foi pensando nos marcos da vida que, ontem, descobri a semelhança.

Nesses 24 anos, tive alguns marcos.
Ora positivos, ora negativos.
Marcos.

O mais recente, foi aos 22 anos, quando resolvi definir meus objetivos e dar motivos que justificassem a minha existência.
A justificassem para mim.

Meu 21º ano foi delicioso, rodeada de amigos queridos, cerveja, rodas de samba - aliás, samba era só o que eu ouvia e dançava. Às vezes abria um espaço para o forró, nunca para o rock.

Comemorei a nova idade da melhor maneira.
Ao lado de amigos queridos, ao som de muito samba, feijoada, cerveja, confetes e serpentinas. Era fim de carnaval!

Mas como todo carnaval, minha fase foliã extremista teve fim.

A necessidade de encontrar meu caminho me atormentava com a chegada dos 22 anos.
Sentia que precisava fazer algo por mim.
Algo além da folia, que ainda amo - mas não me preenche por completo.

Então pesquisei um curso superior que me interessasse.
Encontrei.
Negociei.
Poucos dias depois do lendário aniversário, me matriculei.

Na hora extra que ganhei naquele dia 24 de fevereiro, graças ao horário de verão, sem esperar, conheci meu novo amor.

Na mesma semana, fui chamada para ser hostess de uma casa noturna que estava prestes a ser inaugurada.

Minha vida deu uma voltinha pouco modesta: de funcionária da lojinha de fotos ao lado de casa à hostess de uma casa de um dos maiores grupos de casas noturnas do Rio e à produtora cultural; de solteira, livre, leve e solta à felicíssima com um novo amor; de sem rumo ou perspectiva sobre a vida acadêmica à mais nova aluna de Produção Cultural.

Amei, sofri, tive crises, muita saudade, muitas viagens.
Continuei a viver no devir, com objetivos diferentes.
Cresci.

Sinto que terei bastante novidades aos 25, afinal, é o famoso 1/4 de século.
Isso me assusta um pouco.
Mas estou feliz com as minhas escolhas, sentindo o chão firme.
Não por isso menos macio.
Chão com pedras que dão uma carga de adrenalina e outra de tranquilidade quando ultrapassadas.
Chão por onde quero caminhar por muito tempo.

Com mudanças necessárias, com amores, vento no rosto, banhos de mar, cachoeiras e chuvas, sambas, rocks, sons, luas cheias, passeios de bicicleta, sorrisos, abraços, amigos e saudades. Por que não?

Quero sempre os bons tempos hoje, para serem passados bem lembrados.
Gostosos, tal qual o meu 21º ano de vida.

Vamos comigo?

17/02/2010

bom começo



desde que a descobri em imagens e sonhos,
sabia que seria paixão real.

bahia de caymmi, de bethania e ivete,
bahia de vilma, vinha e fernanda.

cumuruxatiba, extremo sul da bahia,
me recebeu com um sonhado banho de mar num fim de tarde.

viagem de horas, acampamento, mordidas de mosquitos, sotaques...

cumuru,
lugar de dona isabela, suas roupas bem costuradas, sua casinha encantadora e seu cafezinho três corações.


cumuru,
lugar onde pedalei, pedalei e pedalei por quilômetros,

pra conhecer o olhar encantador de daniel e o delicioso mar do cahy.

cumuru, lugar onde passei o carnaval mais tranquilo e dos mais felizes da vida, na vida.


31/01/2010

trinta e um de janeiro

uma bobagem, um teste no facebook.
não poderia ser mais perfeito.
e, mais uma vez, viva vinicius!

"Cheguei. Sinto de novo a natureza
Longe do pandemônio da cidade
Aqui tudo tem mais felicidade
Tudo é cheio de santa singeleza
Vagueio pela múrmura leveza
Que deslumbra de verde e claridade
Mas nada. Resta vívida a saudade
Da cidade em bulício e febre acesa
Ante a perspectiva da partida
Sinto que me arranca algo da vida
Mas quero ir. E ponho-me a pensar
Que a vida é esta incerteza que em mim mora
A vontade tremenda de ir-me embora
E a tremenda vontade de ficar."

25/01/2010

vinte e cinco do um

engraçado...
hoje na viagem estava pensando nas mudanças da vida.
na verdade, me questionando sobre as minhas escolhas e certezas atuais.
não que eu não goste da minha vida atual, longe disso!
mas questionando se todas as coisas, todos os pensamentos, todas a certezas, são tão certas assim... sabe como é?
lembro que em 2005 tinha certeza que morar num interior desse 'paísão', numa casinha no meio do mato ou perto de uma praia tranquila seria suficiente para eu ser feliz.
queria viver pela simplicidade das coisas, queria viver para a simplicidade das coisas, ouvindo música boa, fazendo coisas boas...

hoje, ainda penso em morar num lugarzinho afastado, longe da tumultuada metrópole ou, quem sabe, longe de qualquer tumultuada metrópole.
mas é diferente.
hoje a metidez tomou conta.
e o conforto parece fazer diferença.
nada mais de simplicidade,
viver no mato só depois de velha,
aonde eu iria trabalhar?
formada, sem um emprego na área?
que coisa!
e a cama king?
e a tv de led?
e o notebook com internet sem fio?
e os filhos, como seriam criados?
e... , e..., e..., e..., e...??????

não sei se eu não seria feliz em 2005 se tivesse me tornado o que sonhava na época.
talvez sim.

vinte e cinco de janeiro

vaidade!
tome cuidado...
sem filosofia,
sinta,
siga.
cuidado!
tire vaidade...

15/01/2010

2010

Descartei a super postagem retrospectiva de final de ano e, admito, por uma preguicinha daquelas...

No entanto, não posso deixar de dizer que 2009 foi um ano bom.

Muitas coisas aconteceram - suavemente, quase sem deixar rastros.

Aconteceram.

E ficaram lá, no passado 2009.

Parte do que passou ficou por aqui, superando, em números e, acredito, em qualidade, os anos mais velhos.


2010 começou, apesar da festa que oficializa este início só vir em fevereiro, pouco antes dos meus 25 anos.

25 anos... como passa rápido!

Cada vez mais me dou conta de como é viver a vida adulta: não sentir o tempo passar pela quantidade de responsabilidades, mantendo sempre o compromisso de viver e ser feliz.

Aliás, o compromisso de viver e ser feliz é o que tenho certeza que foi, é e será meu fio condutor nessa louca aventura.

2010 começou com calma, medo, viagem, felicidade, prazer, diversão, chuva, sol, promessas, trabalho, amor, saúde... começou como todos os outros começos e, como não poderia deixar de ser, muita esperança. Que seja um ano de grandes inspirações!

11/01/2010

paradoxos

fim do caminho, início do mesmo - outro.
se foi, chegou,
novas esperanças, velhas esperas...
tudo novo, tudo igual.

leitura nova, idade velha,
com segurança, insegura,
cansaço, esperanças.

29/12/2009

provavelmente última postagem de 2009.
um ano vivido com inspiração, sem dúvidas.

não há dúvidas de que 2010 será maravilhoso.

feliz ano novo!

01/12/2009

um pouquinho de loucura para sobreviver ao cansaço da rotina é bom.
o estranho é quando as pessoas deixam a loucura, que poderia ser sadia, virar doença.

tenho pena dessas pessoas, que se grudam no passado e esquecem de viver o hoje.
se é pra ser feliz, que sejamos agora!
sempre!
(sempre mesmo, até nos momentos de infelicidade)

o passado é uma delícia de ser lembrado, quando foi bom.
ótimo quando foi ruim - valeram os aprendizados e as pedras no caminho.
aprisionador e enlouquecedor quando vivido como presente.

pra que arrastar correntes se há um dia lindo lá fora?
pra que se aprisionar em memórias se seu corpo inspira novos ares a cada segundo?
a felicidade pode ser escolhida,
escolha-a agora e trate de viver.

13/11/2009

desconstrução.
reciclagem.
é isso que quero sempre.
quebrar a dureza, a consistência.
pensar sempre,
olhar daqui,
e daquele lado,
e do ponto improvável,
e do outro jeito,
e daquela maneira.
olhar por todos os ângulos.
a profundidade está na capacidade de rever cada pensamento rígido que construí.
a intensidade está em tudo.
a hipocrisia também, pela impossibilidade de atingir o que aqui foi escrito.
também estão a coragem e vontade de tornar cada vez mais possível as ideais idéias.

06/11/2009

meu telhado? um troço estranho, de ferro com um tecido em cima. vejo os outros usando em dias que cai água do céu. chamam de guarda-chuva, mas pra mim é telhado.
minha casa? aqui, ali... onde der pra parar, dormir e recomeçar a rotina de imprevistos.
minha comida? cato nuns cantos pela casa, as minhas ruas. as ruas são minhas. minha morada.
a comida às vezes vem de enormes e negros sacos plásticos deixados em frente aos prédios, às vezes de umas senhorinhas que me trazem um líquido quente. chamam de sopa, canja, caldo... tantos nomes pra uma coisa tão simples: comida.
minha vida é assim, ando pra lá e pra cá, com toda a liberdade de quem nada tem a perder mas nunca ganha.
(sobre)vivo, um dia após o outro.

30/10/2009

nada poético, palavras poucas, só vi números na minha frente hoje.

what a day!

as coisas boas são a lua quase cheia e a viagem prolongada.