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12/01/2011

ah, o verão

verão, por que chegas assim?
chegas como uma paixão,
chegas com toda a intensidade, cores, beleza e... devastação.
êta maneira desastrada, meu querido.
assim acabo preferindo a primavera.
a estação do sol ameno e temperaturas agradáveis.
chega de tempestades catastróficas, meu verãozinho.
os deixe viver em paz, nos deixe viver em paz.
ou acabo optando pelo inverno,
aquele das chuvas contidas e elegância evidente.
o inverno dos dias cinzentos.
verão, querido verão.
sei que seu nome já demonstra toda a intensidade que leva consigo.
mas peço que traga-me paz.
traga-me as cores, porque amo cores.
traga-me a alegria.
traga-me todas, outono, inverno, primavera...
os tapetes floridos do outono, traga-me.
traga-me tudo.
mas traga-me com paz.

07/09/2010

sete do nove

uma coisa, dentre inúmeras outras, que fez os anos de a análise valerem a pena foi a compreensão de que amar é ser livre. se relacionar, amar, namorar, estar junto, não significa morte para todo o resto. significa vida. e estar viva me faz sentir o sangue pulsando, o coração batendo, balançando pra lá e pra cá, me faz querer respirar, ouvir, ver, sentir, sentir intensamente, ter dúvidas, chorar, rir muito, me saturar disso, de tudo. a mesma liberdade que me coloca em dúvida, me permite escolher voltar pra casa e ficar nos seus braços, falando amenidades, ouvindo uma boa música e achando que aquele instante deveria durar pra sempre. amar é, realmente, ser livre.

27/07/2010

vinte e sete de julho - parte 1

,
é tanto espaço, tanto caber, que ainda não se sabe como administrar,
é tanto amor, tanto cansaço, tanto querer, tanto sono, tanta paz, tanto calor,
tanto, tanto, tanto...
muito tudo,
tom, som, cor, ação, vida.
vida,
é tanta!
que cabe em mim,

12/04/2010

eu sempre quero mais

Era segunda-feira, dia de início.
Dia de início de mais do mesmo.
Dia de início do mesmo novo.
Era segunda-feira, dia de dúvidas, questões, cansaço, novidades.
Dia do mais do mesmo.
Mesmo novo.
Era segunda-feira.
E segunda-feira era dia de contagem regressiva para o próximo final de semana.
Contagem regressiva para os momentos rápidos e eternos.
Lentos e ternos.
Por ser segunda-feira os dias precisavam passar mais rápido para novamente estarem juntos, brincando, beijando, sendo.

17/03/2010

dezessete de março

gosto de janelas e portas,
do movimento de folhas no outono,
das cores da primavera,
do calor do verão - por que não?
gosto da companhia sempre bem vinda do inverno,
gosto de você.

sempre.

comigo.

23/02/2010

aos meus amados amores

Chegando ao fim do ano, o pessoal.
Último dia com 24, a partir das 22:45 do dia 24, viverei os primeiros momentos dos 25.

Estive pensando que a vida pode ser comparada a um projeto.
Não é por acaso que alguns a chamam de "projeto de vida".
Todo projeto tem começo meio e fim, tal qual nossas vidas.
Todo projeto tem objetivos, justificativa... também tem as expectativas em relação às respostas de outros.
Todo projeto tem marcos.
Toda vida tem marcos.

Foi pensando nos marcos da vida que, ontem, descobri a semelhança.

Nesses 24 anos, tive alguns marcos.
Ora positivos, ora negativos.
Marcos.

O mais recente, foi aos 22 anos, quando resolvi definir meus objetivos e dar motivos que justificassem a minha existência.
A justificassem para mim.

Meu 21º ano foi delicioso, rodeada de amigos queridos, cerveja, rodas de samba - aliás, samba era só o que eu ouvia e dançava. Às vezes abria um espaço para o forró, nunca para o rock.

Comemorei a nova idade da melhor maneira.
Ao lado de amigos queridos, ao som de muito samba, feijoada, cerveja, confetes e serpentinas. Era fim de carnaval!

Mas como todo carnaval, minha fase foliã extremista teve fim.

A necessidade de encontrar meu caminho me atormentava com a chegada dos 22 anos.
Sentia que precisava fazer algo por mim.
Algo além da folia, que ainda amo - mas não me preenche por completo.

Então pesquisei um curso superior que me interessasse.
Encontrei.
Negociei.
Poucos dias depois do lendário aniversário, me matriculei.

Na hora extra que ganhei naquele dia 24 de fevereiro, graças ao horário de verão, sem esperar, conheci meu novo amor.

Na mesma semana, fui chamada para ser hostess de uma casa noturna que estava prestes a ser inaugurada.

Minha vida deu uma voltinha pouco modesta: de funcionária da lojinha de fotos ao lado de casa à hostess de uma casa de um dos maiores grupos de casas noturnas do Rio e à produtora cultural; de solteira, livre, leve e solta à felicíssima com um novo amor; de sem rumo ou perspectiva sobre a vida acadêmica à mais nova aluna de Produção Cultural.

Amei, sofri, tive crises, muita saudade, muitas viagens.
Continuei a viver no devir, com objetivos diferentes.
Cresci.

Sinto que terei bastante novidades aos 25, afinal, é o famoso 1/4 de século.
Isso me assusta um pouco.
Mas estou feliz com as minhas escolhas, sentindo o chão firme.
Não por isso menos macio.
Chão com pedras que dão uma carga de adrenalina e outra de tranquilidade quando ultrapassadas.
Chão por onde quero caminhar por muito tempo.

Com mudanças necessárias, com amores, vento no rosto, banhos de mar, cachoeiras e chuvas, sambas, rocks, sons, luas cheias, passeios de bicicleta, sorrisos, abraços, amigos e saudades. Por que não?

Quero sempre os bons tempos hoje, para serem passados bem lembrados.
Gostosos, tal qual o meu 21º ano de vida.

Vamos comigo?