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14/08/2010

ibitipoca


estou aqui, bem aqui, com esse frio gostoso, sentindo o céu, ouvindo a ceu.
e meu pensamento voa praí…
devem ser as coisas bonitas que sinto nesse momento e queria escrever pra ti, em ti, meu espaço.
meu único e verdadeiro espaço.
meu, só meu.
em ti posso escrever coisas loucas, sentimentos feios, histórias de amor e angústias.
em ti posso ser o que quiser ser.
aqui eu sou o que quero ser, sem medo.
com vontade de mais, demais.
minha serra, quem diria que me apaixonaria por você… logo eu, criatura da  praia, do mar, de pés na areia fofa, pele vermelha da mistura veraneia que o sol e o sal provocam.
eu, apaixonada por ti, frio, rede e coberta.
tiro todo o volume e o que me vem são os sons dos passáros, que desconheço o nome, mas vejo belos, som de trabalho de quem aqui mora, som de conversas e das crianças,
longe, lá longe.
o que será que tanto falam?
sei lá, quero mais, ouço o som.

25/05/2010

vinte e cinco de maio

abafam-me: os sons, a não-simplicidade...
ocultam meu som: os significados mirabolantes, o não obvio, as pretensiosas pretensões.
meu obvio parece mais poético do que qualquer poesia inventada, qualquer palavra falada, qualquer significado agregado.
meu obvio é minha poesia.
se é que isso pode ser chamado de poesia.
meu óbvio é o olhar, é o sentir.
expressar na palavra viva e morta.
morta por ser palavra.
morta por ser falada.