Mostrando postagens com marcador aniversário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aniversário. Mostrar todas as postagens

05/03/2010

não-literário

Aulas de literatura brasileira, conhecimento de estilos e diversos métodos que permitem com que se faça uma análise de textos.

A cada vez que ouço falar disso, me vejo mais longe de qualquer possibilidade de acreditar que escrevo bem.

Às vezes penso que escrevo sempre as mesmas coisas, as mesmas coisas. Mesmas. Coisas.

Besteiras que circulam pelas cabeças embaralhadamente pensantes de seres que passam muito tempo sentados entre as andadas e paradas dos ônibus pelas ruas da cidade...

Saindo da aula segui direto para a livraria, precisava ler. Literatura. Ficcional.
Algo que me prendesse e mostrasse tudo o que vi nas aulas enlouquecedoras e adoráveis de Diana.
Fui aos meus bons e conhecidos Clarice e Hatoum.

O Milton está longe, muito longe - do que eu conseguiria escrever...
Envolvente e surpreendente, apesar de sua marca estar sempre presente em todas as obras escritas por ele e já lidas por essa "escritora" fajuta.

Clarice, através de suas múltiplas personagens, sempre tão próximas, atrai-me tanto que passaria horas, horas e horas,
dias inteiros! lendo suas frases sempre tão fluidas.

Comecei, hoje, por ela.
Recomecei, pra não mentir...
Reli o que foi meu primeiro contato com sua obra: "Os Desastres de Sofia".
Ganhei "A Legião Estrangeira" na adolescência. Por incrível que pareça, da minha mãe.
Coitado, ficou encostado por anos... será que a resistência foi à Dona Terezinha?
Pode ter sido.
Aos vinte e dois, fui presenteada com "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres".
Uma aprendizagem E o livro dos prazeres, eu diria.
É sempre um prazer lê-la.

E eu, nessa história toda?
Continuo sentada, batendo rapidamente nos caracteres deste teclado cinzento, tentando sair da farsa e encontrar algo que...
Reticência substitui o 'não sei'?


23/02/2010

aos meus amados amores

Chegando ao fim do ano, o pessoal.
Último dia com 24, a partir das 22:45 do dia 24, viverei os primeiros momentos dos 25.

Estive pensando que a vida pode ser comparada a um projeto.
Não é por acaso que alguns a chamam de "projeto de vida".
Todo projeto tem começo meio e fim, tal qual nossas vidas.
Todo projeto tem objetivos, justificativa... também tem as expectativas em relação às respostas de outros.
Todo projeto tem marcos.
Toda vida tem marcos.

Foi pensando nos marcos da vida que, ontem, descobri a semelhança.

Nesses 24 anos, tive alguns marcos.
Ora positivos, ora negativos.
Marcos.

O mais recente, foi aos 22 anos, quando resolvi definir meus objetivos e dar motivos que justificassem a minha existência.
A justificassem para mim.

Meu 21º ano foi delicioso, rodeada de amigos queridos, cerveja, rodas de samba - aliás, samba era só o que eu ouvia e dançava. Às vezes abria um espaço para o forró, nunca para o rock.

Comemorei a nova idade da melhor maneira.
Ao lado de amigos queridos, ao som de muito samba, feijoada, cerveja, confetes e serpentinas. Era fim de carnaval!

Mas como todo carnaval, minha fase foliã extremista teve fim.

A necessidade de encontrar meu caminho me atormentava com a chegada dos 22 anos.
Sentia que precisava fazer algo por mim.
Algo além da folia, que ainda amo - mas não me preenche por completo.

Então pesquisei um curso superior que me interessasse.
Encontrei.
Negociei.
Poucos dias depois do lendário aniversário, me matriculei.

Na hora extra que ganhei naquele dia 24 de fevereiro, graças ao horário de verão, sem esperar, conheci meu novo amor.

Na mesma semana, fui chamada para ser hostess de uma casa noturna que estava prestes a ser inaugurada.

Minha vida deu uma voltinha pouco modesta: de funcionária da lojinha de fotos ao lado de casa à hostess de uma casa de um dos maiores grupos de casas noturnas do Rio e à produtora cultural; de solteira, livre, leve e solta à felicíssima com um novo amor; de sem rumo ou perspectiva sobre a vida acadêmica à mais nova aluna de Produção Cultural.

Amei, sofri, tive crises, muita saudade, muitas viagens.
Continuei a viver no devir, com objetivos diferentes.
Cresci.

Sinto que terei bastante novidades aos 25, afinal, é o famoso 1/4 de século.
Isso me assusta um pouco.
Mas estou feliz com as minhas escolhas, sentindo o chão firme.
Não por isso menos macio.
Chão com pedras que dão uma carga de adrenalina e outra de tranquilidade quando ultrapassadas.
Chão por onde quero caminhar por muito tempo.

Com mudanças necessárias, com amores, vento no rosto, banhos de mar, cachoeiras e chuvas, sambas, rocks, sons, luas cheias, passeios de bicicleta, sorrisos, abraços, amigos e saudades. Por que não?

Quero sempre os bons tempos hoje, para serem passados bem lembrados.
Gostosos, tal qual o meu 21º ano de vida.

Vamos comigo?

31/01/2010

trinta e um de janeiro

uma bobagem, um teste no facebook.
não poderia ser mais perfeito.
e, mais uma vez, viva vinicius!

"Cheguei. Sinto de novo a natureza
Longe do pandemônio da cidade
Aqui tudo tem mais felicidade
Tudo é cheio de santa singeleza
Vagueio pela múrmura leveza
Que deslumbra de verde e claridade
Mas nada. Resta vívida a saudade
Da cidade em bulício e febre acesa
Ante a perspectiva da partida
Sinto que me arranca algo da vida
Mas quero ir. E ponho-me a pensar
Que a vida é esta incerteza que em mim mora
A vontade tremenda de ir-me embora
E a tremenda vontade de ficar."