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30/06/2010

trinta de junho

naquela noite, sabe-se lá por qual motivo, sonhou que mais uma vez era abandonada.
abandonada antes mesmo de começar.
era uma casa grande, em copacabana, tudo uma bagunça, criança, empregada, comida por fazer e a analista. a analista loira e diferente das que já tivera anteriormente. a analista que dissera que não poderia tratá-la.
quando soube ficou desolada – por dentro, claro. nunca foi de deixar sua fraqueza aparecer francamente. nunca. não nessas situações.
e, de repente, um conforto. não ficou sem dizer – ouvir – nada. aquela seria a última mas ouviu umas coisas que valeram. acordou sem lembrar de todas. uma ficou. a estranha zen analista lhe comparou a um lírio fechado, um lírio prestes a abrir, a florescer, a se tornar belo. isso a fez esquecer da sensação de abandono. fixou-se na idéia de que um dia o lírio se abriria para a vida.
acordou sem querer. tomou banho. perfumou-se. vestiu-se de longo, partiu para a vida.

15/07/2009

não tem jeito.
a busca pelo auto-conhecimento me persegue há nos.
quero sempre conhecer meus limites. e ultrapassá-los.
quebrar barreiras sem quebrar a cabeça é uma boa.

freud foi genial em muitas teorias, mas hoje li uma frase que faz total sentido pros interessados em psicanálise: "as pessoas negam as minhas teorias durante o dia, mas sonham com elas durante a noite".
vale lembrar que nosso querido escreveu bastante sobre a interpretação dos sonhos... genial!

"thank you, doctor freud!"