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05/08/2010

cinco de agosto

abro o livro e só por tocá-lo: vida.
dele chovem memórias,
o livro nunca lido,
não por inteiro,
o ele profundo e os outros eles,
ele que me lembram sempre,
ele caeiro, ele pessoa, ele.

27/07/2010

vinte e sete de julho - parte 2

, não não não,

na verdade é tanto espaço que me perco,
queria mesmo escrever sobre precisar dizer que a felicidade anda comigo, aqui, bem ao lado, mas não consigo escrever esse clichezão, não consigo chegar até lá porque roubam minha atenção por todas as arestas, com todas as cores e sons
me puxam para longe,
por onde seguia.
bola quicando, memories, bloco unico, musica pra balaçar, cão latindo, ela gritando, eu ouvindo,
é, é sempre tanto,
tudo é sempre muito, grande, intenso,,
tudo menos algo,
um gosto por escrever frases curtas,
pontuadas,

mas não, ainda não era sobre a felicidade andar de mãos dadas,
preciso mesmo escrever sobre as flores que ganhei no final de semana,
uns girassóis (são mesmo girassóis? esse plural está certo?),
brancos, são brancos,
estão murchando,
e os amo, os amei, os amarei.
quero escrever sobre as deliciosas manhãs de inverno e caminhadas na praia, sobre a minha técnica fabulosamente fabulosa, sobre os medos, as curas e as curvas, sobre a repetição.
a repetição que tanto repito.
as repetições que me mantém viva, viva e lembrante.
lembrar pra repetir, repetir para lembrar.

25/01/2010

vinte e cinco do um

engraçado...
hoje na viagem estava pensando nas mudanças da vida.
na verdade, me questionando sobre as minhas escolhas e certezas atuais.
não que eu não goste da minha vida atual, longe disso!
mas questionando se todas as coisas, todos os pensamentos, todas a certezas, são tão certas assim... sabe como é?
lembro que em 2005 tinha certeza que morar num interior desse 'paísão', numa casinha no meio do mato ou perto de uma praia tranquila seria suficiente para eu ser feliz.
queria viver pela simplicidade das coisas, queria viver para a simplicidade das coisas, ouvindo música boa, fazendo coisas boas...

hoje, ainda penso em morar num lugarzinho afastado, longe da tumultuada metrópole ou, quem sabe, longe de qualquer tumultuada metrópole.
mas é diferente.
hoje a metidez tomou conta.
e o conforto parece fazer diferença.
nada mais de simplicidade,
viver no mato só depois de velha,
aonde eu iria trabalhar?
formada, sem um emprego na área?
que coisa!
e a cama king?
e a tv de led?
e o notebook com internet sem fio?
e os filhos, como seriam criados?
e... , e..., e..., e..., e...??????

não sei se eu não seria feliz em 2005 se tivesse me tornado o que sonhava na época.
talvez sim.