19/11/2008

onde é que oamor se perde?
quando deixa de ser amor e vira ferida?

pra que ferir o outro desta forma?
inacreditável.
imcompreensível.

o meu amor?
está bem, obrigada.
e que assim seja: eterno enquanto dure.
e que dure pela eternidade de uma vida.

10/11/2008

sempre penso na criatividade que as pessoas têm em criar nomes para seus blogs.

eu poderia colocar tangamandapiana, como já foi.
ou acho que foi.
mas, como disse, já foi.

não sei se não tenho criatividade ou se os outros têm em excesso.

dá um pouquinho aí, gente...


duas horas de viagem e muitos pensamentos.

pensamentos que poderiam, ou deveriam, estar aqui.

pensamentos de viagem. 
com ela ficaram.

muitas conversas profundas. 
e rasas.
conversas, conversas e mais conversas.

às vezes me cansa. 

não, na verdade nunca me canso.

02/11/2008

viagens

ia escrever alguma coisa. esqueci.

esqueço porque me faz bem.
ou será que não?

ah, já sei.
o excesso de informações.

um dia denso.
um final de semana denso.

começando com um trabalho, terminando com uma boa conversa de bar.
e como toda boa conversa de bar, terminada em confissões.
não as de adolescentes.
como as de adolescentes.
na verdade já não sei mais.

mais um dia. a ressaca aparece.

mas antes do final de semana, a semana.

tpm.

a pior coisa que pode acontecer quando se está na tpm é ouvir que se está na tpm.
homens, aprendam.

um domingo de paz.
um inicio de semana com saudade.

e a já familiar tosse que tem me acompanhado há alguns finais de ano.
afinal, é novembro.

13/10/2008

depois de um longo dia, um banho.

ah, um banho!

músicas e uma saudadinha boa...

amo sentir saudadinha boa, sem nada que me ajude a fazer com que fique pesada...

leve e sustentável. por hoje.

amo o meu hoje.

07/10/2008

A felicidade era tanta que nem acreditava... novamente sentia necessidade de escrever... que maravilha!!

Estar feliz não era pleno, viver talvez fosse.

Estava feliz. Insegura, mas feliz. Feliz, feliz, feliz.

Entendia seu coração selvagem, que a angustiava, a guiava e a fazia ser exatamente o que era. Com suas experiências, seus medos, anseios e sua alegria de viver.

Como era bom viver!
Bom e denso.

Viver era sentir cada membro do seu corpo... não... mais que isso.
Viver era sentir cada sensação tão intensamente que as palavras não conseguiriam traduzir.

Viver não era estar vivo, era viver.

26/09/2008

apaguei uma vez, vamos ver quantas mais vou apagar até sair alguma coisa que valha...

estou ficando velha.
.
.
.
estou ficando velha, velha.
.
.
.
estou ficando velha e a cada dia que passa tenho mais certeza disso.
talvez seja a nostalgia que me acompanha desde as primeiras inspirações, dos primeiros momentos de vida, nos quais já estava envelhecendo.

mas não como agora.

me olho e não me vejo mais como era.
não sei se é bom, não sei se é ruim.
às vezes é bom, em outras ruim.
e assim é que se vai vivendo.

pensamentos que me acompanham, na rua, em casa... acompanham cada passo.
pensamentos que a cada dia me fazem envelhecer um pouquinho mais e marcam meus gestos, meus gostos, minhas falas e meu rosto. marcam meu olhar.

olhar cada dia mais denso.
tentando melhorar.

não quero mais mudar o mundo, como quisera aos 19 anos.

estou bem. mas velha. mesmo velha.
estudando, trabalhando, namorando... tudo tão bom.

e as incertezas insistem em me perseguir.
ou eu insisto em perseguí-las?
já não sei mas.
só sei que é assim.


será que valeu?

04/09/2008

bichinho do mato

acho que bichinho do mato foi o melhor apelido que já sugeriram pra mim.

calma, zona zen... enquanto estou no meu habitat sou uma calmaria, mas basta uma sensação de ameaça e pronto! parto para o ataque...!!!

bichinho do mato...
juma marruá...
clara martins!

03/08/2008

tudo fica mais denso em dias como esse...
os dias como esse são gostosos, saudosos... melancolicos, arrastados... tristes, pesados... lindos, cinzas.

ler? hum... não.
escrever? ... acho que não dá...

com que pernas eu devo seguir?
com que cara eu vou sair?

não sei. mas vou.

24/06/2008

vovó

http://mentesdiversas.blogspot.com/2007/09/uma-aprendizagem-ou-o-post-dos-prazeres.html

há pouco menos de um ano escrevi sobre a grande mulher que teve forte influência na minha formação.
e nada ainda tinha sido diagnosticado.
o final do ano foi pesado para os que a cercavam.
ninguém está a espera de um cancer. mas ele chega, de mansinho. se instala e quando vc vê, pode superar. ou não.

mas correspondendo a todas as minhas expectativas - minhas e de todos que a amam , dona marinette se recuperou mais rápidodo que poderiamos esperar.

o medo que havia se instalado sumiu em pouco tempo. muito guerreira.

mais uma prova.
mais um exemplo.

O exemplo de vida!

amo demais!

19/06/2008

tpm?!

não, não, não...
tem alguma cisa errada aqui.
às vezes eu acho que não nasci pra isso.
será que é porque tenho lido muita clarice lispector nessa vida?

não, não, não...
não sei.
será que sim?
acho que não.

sei que não sou.
sei que sou.

realmente sou.

muito confuso.
muito incomodo.
muita tpm.

28/05/2008

ela

ela queria entender o mundo, mas não chegava a entender nem o mundo dela...
gostava de ser... mas o que?
perguntava-se muito o que era pra si, o que era para os outros, o que era pra ela?
sentia uma agonia profunda ao sentar na janela do ônibus e olhar nos olhos da pessoa na janela do onibus ao lado.
gostaria de ser mais extrovertida, mais falante, mais, mais, mais...
gostaria de falar menos, criticar menos, rotular menos, menos, menos, menos...
ah, como queria tudo pra sempre... assim, sem mudanças...
mudanças eram chatas, davam medo.

não queria mais relembrar o passado. pra que entender o passado?
pra que relembrá-lo?
que deixassem o freud de lado, ué...
vamos viver o hoje...

mas como? olhando as fotografias daquele passado tão distante...?

a verdade é que ela era feliz e não sabia.
não ouviu as palavras da tia, que vivia dizendo que viver ultrapassa qualquer entendimento.

faça essa ideia valer.

17/04/2008

o que é ter conteúdo?



acabei de ver uma comunidade "mulheres com conteúdo", no orkut.

mas o que é ter conteúdo?

23/03/2008

reticência

ando postergando o final da leitura.
a menina é tão encantadora.
seu amigo e pai também.
roubar livros é algo muito maior.
não é roubar livros.
é agregar significados aos momentos, aos atos.

ando feliz.
amor, reconhecimento, esperanças, novidades, convites... amor.

ando ansiosa.
a espera pode ser uma grande tortura, mas não está sendo.

ando neurótica.
o medo às vezes toma conta do mundo.
do meu.

ando saudosa.
coisas vividas e marcantes.
coisas não vividas não deixam saudades.

ando vivendo.
a cada dia, em cada momento, acima de tudo, amando.

07/02/2008

reflexões

uau... primeiro post de 2008.

pensar é algo louco.
viver é algo mais louco ainda.
pensar sobre viver... ai, isso é complicadamente pior.

mas eu faço.
ui.
difícil.

pensar sobre se esconder atrás, nos bastidores da vida para não encará-la de frente.
encará-la de frente é algo não muito fácil.
eu disse "não muito"?
desculpem, quis dizer, NADA fácil.
enquanto estamos atrás das cortinas, em frente ao público e escondidos dele, o frio na barriga nos impulsiona a ir ou ficar.
às vezes eu vou, em outras, fico.

confesso que tenho ficado mais.

sou uma atriz na vida e me recuso a ser nos palcos.
essa é uma questão que me vem quando penso na vida. a louca. a minha.
não sou uma atriz com quem me rodeia, antes fosse. assim, interpretaria nos palcos da vida.
mas sou uma atriz na coxia, escondida, no meu íntimo.
uma fortaleza.
um furacão.
uma medrosa.
uma mulher.
uma menina.

coragem, menina.
olhe-se no espelho.
veja a mulher que és.
perceba a força que tens.
não se esconda atrás da cortina.
há quem garanta que a brincadeira de viver pode ser muito mais prazerosa.

é só.

06/12/2007

há um ano tudo era diferente.
tenso.
hoje é só calmaria.
com o aperto de outrora.

22/10/2007

reflexão

será que quem entra aqui me entende?
sempre tenho a sensação de que entendos muitos.
será que os entendo?
hum, jura que eu tenho que acordar agora?
me deixa em paz - como está cantando Elis, agora, no rádio...
e assim começou essa segunda-feira, essa semana, essa nova visão, essa nova vida.
melancolias, saudades, rancores, ..., sempre virão embora já seja hora deles partirem, mas nesse momento não adianta mais ficarem- mais uma referência à música cantada por Elis.
e agora Paulinho da Viola canta: "agora quem eu quis também me quer".
e como nos queremos!
que palestra! muitos sambas, poesias e músicas que adoro.
valeu a pena... tudo vale a pena... a vida é poesia, é música, é dança, é teatro... é tudo o que queremos que seja.
pensamentos em desordem, mas isso é tão comum.
em mim é.
uma ótima hora, muito bem aproveitada e estou renovada... o dia não acabou e não vai acabar. coisas vividas hoje virão ciomgo sempre, assim como as vividas anteriormente.

28/07/2007

"te disse...




e foi tão bonito!

resolvi registrar.

amamos tanto! e não precisamos de poesias pra demonstrar isso. o amor já é a nossa poesia"

21/05/2007

eu quero ser assim, assado, de todos os assins possíveis.
eu quero ir pra cá, quero ir pra lá, quero ir pra todo lugar.
quero ser outra.
quero ser eu.

viva!
somos nós!

16/05/2007

o rio de janeiro me dá medo.
o mundo me dá medo.
esta noite eu tive medo.

ponto de ônibus vazio.
ok, chegaram duas pessoas para esperar seus ônibus tb.

... quase chegando em casa ...

rua deserta.
surge um garoto de bicicleta.
vem em minha direção.
eu saio da direção dele.
num zigue-zague, ele continua a vir na minha direção.
- AI MEU DEUS! -
ufa, passou por mim e falou:
"Não precisa correr, não"
e eu, com ele já longe:
"Obrigada"

seu Genivaldo, abre a porta!!!!!!! (porteiro do prédio da avó, uns três antes do meu)
seu Genivaldo me acompanhou.
noite tensa.
não quero mais!!!

04/05/2007

ai ai ai ai ai

bom, se começo um post com essa quantidade toda de "ais", boa coisa não deve ser, né?
eu não sei ainda.
quem sabe durante a escrita eu consiga entender o que quis dizer com isso.
necessidade de gritar. ahhhhhhhhhhhh!
não, não.
GRI-TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!!!!!!!!!!
pronto.

muitos dias sem parar.
muitos dias de trabalho-sono-faculdade-sono ciclicamente. chegou uma virose. uma noite sem dormir com dois edredons e um tremor que não passava. um dia inteiro de dor no corpo. três dias em casa.
computador na minha frente. eu na frente do computador.
orkut, fotolog, msn, emails, curriculos, saudades.
o computador me traz melancolia.
preciso sair da frente dele.
ele precisa sair da minha frente.
ajuda!
os pensamentos não cabem em mim.
tampouco os sentimentos.
todo mundo em casa.
ninguem em casa.
"clara, você pode fazer isso?"
"clara, você pode fazer aquilo?"

bla bla bla.

ESQUIZOFRENIA geral!

08/02/2007

"Na semana passada escrevi sobre os “vibradores”, os “consoladores”, os “ricardões” digitais portáteis. Nos bons tempos, sexo era uma coisa complicada: sonhos e corpos, orgasmos e sonetos. Hoje, queremos alijar sentimentos românticos da ginástica sexual. Nosso ideal é não sofrer. O mundo está tão angustiante que o desejo é o “anti-werther”, é gozar sem alma. Mas, desde que escrevi sobre o assunto, mulheres me cobram com ardor: “E os homens? Qual é a deles?” Bem, como “hype” da desumanização sexual, só nos resta a boneca inflável, a “sex doll”, a noiva do Frankenstein. Isso. Para as mulheres, é mais simples; elas se dão bem com uma peça portátil; mas os homens têm de se defrontar com o objeto total, com a imitação da vida. O vibrador é uma metonímia digital (a parte pelo todo); a mulher de borracha é uma metáfora analógica. O “consolador” é arte contemporânea; a boneca inflável é a representação figurativa. Somos apenas fruto da imaginação feminina? Por que precisamos da imagem figurativa da mulher? Não sei. Sofrida por tantos séculos, talvez a mulher seja mais livre longe de nós. Será que lhes basta o pênis digital, sem inconsciente, sem bigode, sem flamengo, sem manias? Para elas, o consolador é uma “coisa em si”; o homem foi amputado dele. Para nós, a mulher inflável tem de estar ali, inteira. As raras genitálias femininas inventadas parecem esquartejamentos. O “passaralho”, não; voa impávido, aplaudido pelas moças. Na internet, há milhares de bonecas, do plástico ao silicone, de ridículos aleijões até sofisticadas damas consistentes. E cada modelo é mais que o corpo, pois nos promete um consolo moral, além do prazer puro. A mulher de borracha quer nos provocar sentimentos – foi construída para nos iludir com um estranho amor. Há mulheres de borracha que falam em várias línguas. Gozam em japonês, inglês ou francês (canadenses), há mulheres com baterias 4AA e motorzinho vibratório, há bonecas com línguas rotativas, há mulheres alienígenas, cheias de buracos e vozes metálicas, há sussurros românticos, frases carinhosas e elogiosas a nós. As mulheres artificiais buscam imitar a natureza – entre elas flutua um desejo romântico masculino. Há também (vi na rede) “bofes infláveis”. Sim, há bonecos malhados, copiando “brad pitts” ou “falcons” para gays enrustidos. Ambos vivem “dentro do armário”. Mas, mesmo com alma feminina, um “consolador” não basta aos homens, gays ou não. Pênis nós já temos; precisamos da presença total. Falamos em coxas e bundas, mas queremos a alma. Qual a razão do sucesso das “sex dolls”? Os anúncios machistas dizem: “Compre uma! Não precisa levar para jantar nem aguentar papo chato...” Mas, isso não é a verdade. Não é por tédio, não. A razão do sucesso das “sex dolls” é o nosso medo. Vamos assumir: temos medo das mulheres. Sua multiplicidade, sua “mobilitá”, sua variação nos assusta. Queremos trancá-las num só sentido, mas elas são polissêmicas, mutantes, inesperadas. Os islâmicos, primitivos e óbvios, prendem-nas em burkas ou haréns, sufocando sua luminosa vitalidade. E nós, que tememos? Temos medo sobretudo do Grande Amor. O grande amor nos enlouquece, nos fragiliza, nos desampara. Temos medo do abandono, da rejeição... Queremos manter a mulher imutável, mas ela nos escapa sempre, fluida, vazando por entre as frestas, fugindo de nosso controle. Já a “sex doll” nos espera, no fundo da gaveta. A “sex doll” não provoca crimes de honra, de ciúme. Ninguém mata a “sex doll”, que já vem morta numa tecno-necrofilia (o que é uma persistência romântica...) Somos muito mais carentes do que pensamos em nosso machismo boçal; as mulheres são mais pragmáticas (cartas à redação...). Claro que as mulheres, mesmo infláveis, também dão trabalho. Nos manuais de instrução, informam-nos que elas não podem estar nem muito cheias nem flácidas. Muito cheia, ela nos rejeitará, pois “quica” ao contato. Vazia, nos abandona, foge entre nossas mãos, não têm “pega”. Imagine-se o leitor num posto de gasolina, buscando a calibragem certa: “Põe mais umas libras aí, pra ficar mais gostosa...” Outro problema é que a mulher inflável nos deixa sozinhos, mesmo no ato do amor. Ela nos responde com frases feitas, gravadas, mas não atende a nossas demandas. Uma das grandes cenas de cinema que vi na minha vida foi num filme pornô. Isso: por acaso, uma sacanagem pode virar “grande arte”. A cena: um homem sozinho num motel ama uma boneca inflável. Com afeto, com paixão. A boneca responde a cada gesto seu, numa reação de espelho. Ele fala com a boneca, grita, beija-a, mas o desamparo da mulher muda, sem vida, repetindo simetricamente cada carinho seu, aumenta a fome de amor do sujeito, que chega ao clímax desesperado numa chuva de lágrimas. Naquela pungente cena, antológica, se ilumina uma necrofilia romântica, a brutal solidão do amor. Bergman assinaria a cena. A boneca inflável é a prostituta radical. Na relação com a prostituta, a maioria dos homens quer amor. Essa é a verdade. Queremos o coração ou o beijo profundo que ela não nos dá jamais; mas com a prostituta ainda temos esperança de um afeto, da conquista de um “reconhecimento” ou gratidão. A “sex doll” nos dá tudo, mas nos deixa sozinhos diante de nossa tragédia. Terrível é a tristeza do “silêncio de depois”: o homem ofegante se ergue da cama e esvazia a boneca que lentamente se redobra, com o suave silvo do ar que a abandona, como um lento desmaio. O homem guarda-a com carinho, longe dos olhos sadios da casa, mas ela nos angustia mesmo no fundo do armário, como um cadáver oculto. Com a prostituta, pecamos. Com a boneca, praticamos um crime secreto. Não há duvida: estamos virando coisas. Com vibradores ou “sex dolls”, e espantosos aparelhos que virão, a tecnologia da solidão nos manterá iludidos por muito tempo. Teremos prazeres tecnológicos inimagináveis, até que o excesso de satisfação vire um deserto assexuado. Neste dia, estaremos broxas diante de bonecas esvaziadas. E teremos uma saudade infinita do sofrimento romântico. "

A BONECA INFLÁVEL NÃO AMA NINGUÉM - Arnaldo Jabor para Jornal O Globo, em 30/01/07.
"o corpo é a droga do momento"

"o corpo é a droga do momento"

"o corpo é a droga do momento"

"o corpo é a droga do momento"

"o corpo é a droga do momento"


desde que ouvi essa frase, agora a noite, não me saiu da cabeça. mil pensamentos vieram e se foram com relação a ela. fichas caíram... se caíram.

06/02/2007

quisera eu ter vivido no tempo da fotografia preto e branco...
no tempo do poetinha camarada e da garota de ipanema...
ah, a bossa nova...
quanta saudade...
quanta saudade do que não vivi...

03/02/2007

Estou ficando com real medo do Orkut.
Há dois anos, ou pouco mais, quando entrei pela primeira vez - sim, já fui e voltei umas cinco vezes. Sempre acabo me rendendo, infelizmente. - era apenas um site de relacionamentos. A idéia era interessante por dar-nos a oportunidade de (re)encontrar pessoas com quem haviamos perdido o contato, amigos de longa data, enfim, a proposta era (aparentemente) boa.
Com o tempo e o grande número de acessos e informações, passou a ser uma arma para saber os passos de vidas alheias. Uma ótima arma para o voyerismo e fofocas.
Até aí, tudo bem (eu disse tudo bem? Não é tudo bem nada, pois isso já é absurdo, já que ocupamos um bom tempo olhando perfis alheios num tempo em que se poderia estar fazendo coisas construtivas), mas de uns tempos para cá, aliás, de muito pouco tempo para cá, o site tem abusado dos recursos para prender a atenção dos usuários. Compartilhamento de fotos, mensagens instantâneas, torpedos por celular, vídeos pessoais... pára, pára, pára!!!
Aonde isso vai parar?!?!
Está virando um mal necessário. Não acho que vá demorar muito para o Orkut ser necessário para a respiração e sobrevivência humana.

SOCORRO!!!

31/01/2007

sinceramente...

sabe o que eu queria agora, meu bem?
sair, chegar lá fora e encontrar alguém...
que não me dissesse nada
e não me perguntasse nada também
que me oferecesse um colo, um ombro
onde eu desaguasse todo desengano
mas a vida anda louca
as pessoas andam tristes
MEUS AMIGOS SÃO AMIGOS DE NINGUÉM
sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
morar no interior do meu interior
pra entender porque se agride
SE EMPURRAM PRA UM ABISMO
se debatem, se combatem, sem saber
meu, amor, deixa eu chorar até cansar
me leve pra qualquer lugar
aonde Deus possa me ouvir
minha dor
eu não consigo compreender
eu quero algo pra beber
me deixe aqui
pode sair
adeus....


que dia... que noite... que amizades... dor.

21/01/2007

RJ, 22 de janeiro de 2007. 1:18 do novo dia.

Caminho, caminho, caminho.
Caminho na chuva.
Caminho no sol.
Caminho sorrindo.
Por vezes chorando.
Paro.
Penso.
Será que um dia eu encontro o meu caminho?

05/01/2007

Pior que a ostentação material é a intelectual.
Pessoas acham que são e sabem muito.
Uma disputa para ver quem é mais cool, ou seja, quem gosta e conhece mais coisas diferentes, tem cabeça mais aberta, escreve mais bonito no seu perfil do Orkut ou usa palavras menos usuais.
Seria muito mais fácil e, abusando um pouco, muito mais digno por ser sincero, se escrevessem sobre os seus sentimentos na forma mais pura. Ou nem escrevessem, bastaria que sentissem. Um sentimento real, não esse formatado que lhes dá a impressão de "estou pouco me fodendo para a opinião alheia".
Gente... não existe a percepção de que é moda ser assim? Compra-se ideias prontas.
Se for olhar pelo outro lado, tenho que dar a mão a palmatória. Afinal, se a função do sistema em que vivemos é manter a ordem, estão fazendo. E muito bem. Mantendo alienada uma nova geração. Uma geração de seres que não conseguem construir um pensamento próprio, que vêem nas suas atitudes (como matar aula para fumar um) a revolução...

Não dá pra ser hipócrita a ponto de dizer que não faço parte dessa juventude, dessa nova geração. Volta e meia me pego querendo impressionar os outros. Mas tendo consciência disso, logo me calo.

Reflexão: o mundo não se contenta com muito e nós nos contentamos com pouco.

26/12/2006

Há momentos e momentos.
Há aqueles em que queremos pensar e refletir.
Mas há outros em que só se quer ver uma comédia romântica.
Ah... quem dera a vida fosse como nos filmes hollywoodianos...
Quem dera todas as histórias tivessem um happy end.
E que, como nas novelas, o mais pobre morasse num bom apartamento em Copacabana e tivesse um carro... popular, sim, mas um carro. Se não tem carro, só anda de taxi. Não tem grandes problemas com contas.
Mas não é.
A vida está aí pra provar que existe desigualdade, sim.
Que existe a preferência pelo "Q.I." (quem indicou).
Que cada vez mais as diferenças estão gritantes e a discriminação maior.

O que fazer?
Não gosto de gostar dos happy ends.
Eles não são reais.
Mas só olhar a realidade cruel de cada dia machuca.
E então, o que fazer?




08/12/2006

Estava eu na minha inércia diária e eis que surge a seguinte frase:

"não faça cú doce. ele (a) pode ser diabético (a)"

05/12/2006

"um giro só da roda da fortuna" e tudo muda.

bom?

ruim?

não sou como fui há uma hora.
não sou como serei daqui a um hora.
ou um minuto, quem sabe.

ideais.

ideias.

de que vale tudo isso?
de que vale pensar demais e pouco agir?
de que vale agir sem pensar?

muitas perguntas!

26/11/2006

há mais de um ano, para um trabalho da faculdade...

Caroline era uma pessoa doce com os amigos. Gostava de demonstrar todo o tempo a consideração e o carinho que tinha por eles. Já nas questões de relacionamentos amorosos – quando me refiro a relacionamentos amorosos, digo a questão homem/mulher – não era das melhores. Com medo de sofrer acabava não demonstrando o que sentia. Por isso estava sozinha há tanto tempo. Às vezes isso lhe doía, noutras nem se lembrava, não fazia tanta falta.
Foi numa dessas fases em que estava sem se preocupar em estar sozinha que Fabiano apareceu. Numa noite, enquanto conversava com alguns amigos via internet foi abordada por ele, o qual falou que havia visto algumas fotos dela no álbum de fotografia num site de amigos e achado o seu sorriso lindo. Meio sem jeito, ela agradeceu e passaram a se falar todos os dias.
Não demorou muito para que os dois já estivessem completamente envolvidos. Trocavam arquivos, elogios, informações, histórias passadas durante o dia e outros variados assuntos. Descobriram que tinham amigos em comum. Até que em um certo dia Fabiano se declarou pra Caroline que, mesmo sem reação sentiu-se bem com aquelas doces palavras. Pouco tempo depois, contrariando o que estava acostumada a fazer, declarou-se também, mesmo com todo o seu medo e insegurança.
Decidiram se encontrar e o fizeram. Foi uma noite perfeita. De muita conversa, companhia agradável e beijos esperados.
Continuaram se falando e até se encontraram outras vezes, mas Caroline sentia que ele estava meio distante e cada vez mais frio. Parecia que estava evitando-a. Quando comentava com alguém, falavam que isso era de que era coisa de sua cabeça. Ela queria acreditar naquilo, porém no fundo sabia que não era verdade e que Fabiano estava realmente mais distante, sim.
Incomodada, resolveu conversar e dizer o que estava lhe perturbando. Nessa conversa, ele disse que não estava preparado para ter um relacionamento com ela nem com qualquer outra pessoa.
Aquela conversa feriu-a. Principalmente por ela ter acreditado no que aquele homem tão íntimo e tão distante ao mesmo tempo havia dito e feito até o momento. E isso só aconteceu por que ele fê-la crer que suas palavras eram verdadeiras.
Mais tarde, Caroline descobriu por meio dos amigos que tinham em comum que Fabiano já namorava Mariana há dois anos e que aparentemente a amava, e o namoro estava indo bem, sem crises. Ao mesmo tempo em que se sentiu traída por ele, sentiu pena da namorada. Essa sim foi traída de verdade. Hoje ela tem medo de não confiar em alguém de novo, e com isso, não conseguir gostar de outra pessoa novamente. Seus amigos dizem que o tal garoto não a merecia, mas isso não a convence.

21/11/2006

escrever, escrever, escrever.
- o que? -
há tempos quero escrever.
mas nada me sai direito.
nada me parece direito.
tudo me trás medo.
mas medo é necessário.
a coragem é sua filha.




"Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Mas somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."

20/11/2006

odeio pessoas interessantes.
odeio a pessoa interessante!

na verdade eu não odeio.
mas odeio!!!

14/11/2006

Sair escrevendo
Sem métrica
Sem rumo
Sem rima
Sem ponto
Ou coisa que o valha
Ideias soltas
Soltas?!
Talvez presas demais
Orkut
Msn
Fotos e fotos
Fatos?
Não há!

12/10/2006

Então tá tudo dito e é tão bonito
E eu acredito num claro futuro
de música, ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.

09/10/2006

Neste Final de semana:

Portela eu nunca vi coisa mais bela
Quando ela pisa a passarela
E vai entrando na avenida
Parece a maravilha de aquarela que surgiu
O manto azul da padroeira do Brasil
Nossa senhora Aparecida que vai se arrastando
E o povo na rua cantando
É feito uma reza, um ritual
É a procissão do samba abençoando
A festa do divino carnaval
Portela é a deusa do samba, o passado revela
E tem a velha guarda como sentinela

E é por isso que eu ouço essa voz que me chama
Portela sobre a tua bandeira, esse divino manto
Tua águia altaneira é o espírito santo
No templo do samba
As pastoras e o pastores
Vêm chegando da cidade, da favela
Para defender as suas cores
Como fiéis na santa missa da capela
Salve o samba, salve a santa, salve ela
Salve o manto azul e branco da portela
Desfilando triunfal sobre o altar o altar do carnaval


- Feijoada da Portela -


Mangueira teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou, ô...ô...

O morro com teus barracões de zinco,
Quando amanhece, que esplendor,

Todo o mundo te conhece ao longe,
Pelo som de teus tamborins
E o rufar do seu tambor, Chegou, ô... ô...
A mangueira chegou, ô... ô...

Mangueira, teu passado de glória,
Está gravado na história,

É verde-rosa a cor da tua bandeira,
Pra mostrar a essa gente,

Que o samba é lá em Mangueira !

- Escolha de samba na Mangueira -

03/10/2006

Nossa, impressionante como os pensamentos vem e vão...

Penso o tempo todo e sempre há algo que me faz sentir vontade de escrever sobre aquilo, mas uma amnésia louca estraga tudo! =)
Mas tá tudo bem, vai dar tudo certo!

Bom momento.
Conseguindo resgatar coisas que tinham ficado perdidas pelo caminho, a maioria por consequência dos meus atos, admito.
Se lembrar de alguma das coisas que poderia ter escrito, corro pr cá pra não perder o fio da meada.

27/09/2006

Linda!!!
É o que tenho a dizer sobre uma baixinha querida, de olhinhos azuis, cabeça branca, unhas feitas e quase 90 anos.
Morei com a minha avó materna durante alguns anos e a Avany era vizinha de baixo. Lembro que ela ficava na varanda vendo meus irmãos e eu brincar na frente do prédio, a bola caía na varanda da casa dela e nos devolvia com um sorriso no rosto...
Depois fiquei adolescente e escrevi várias cartas declarando o meu amor por ela, vivia indo visitá-la em sua casa.... ela era a irmã que minha avó não teve, e minha avó do coração.
Então virei adulta e o contato diminuiu, o tempo ficou mais curto, mas o amor sempre grande. Ontem fui entregar umas fotos no prédio em que ela mora e resolvi visitá-la. Foi a melhor coisa que coisa que poderia ter feito nos últimos tempos! Valeu pelas horas de conversa, suas explicações sobre os quadros e porcelanas que pintou e que decoram a casa dela, as histórias de amores vividos e tudo mais. Valeu por ver os olhinhos azuis que eu tanto amo brilhando de felicidade e surpresa ao me ver.

12/09/2006

Nos últimos posts só tem dado textos prontos. Dessa vez (ainda) não vai ser diferente. Até tenho algumas idéias interessantes que poderiam ser escritas aqui, mas no momento os textos dos outros estão dizendo mais a meu respeito que os meus próprios.
Hoje está na vez de uma música do cd Carioca, de Chico Buarque: "Dura na Queda". Quando ganhei o cd, achei uma das mais gostosas de se ouvir, hoje, sem querer entender qualquer coisa, descobri que me identifico demais com ela. Neste momento da vida, ao menos.
A letra é a seguinte:


Dura Na Queda

Perdida
Na avenida
Canta seu enredo
Fora do carnaval
Perdeu a saia
Perdeu o emprego
Desfila natural
Esquinas
Mil buzinas
Imagina orquestras
Samba no chafariz
Viva a folia
A dor não presta
Felicidade, sim
O sol ensolará e estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas
Bambeia
Cambaleia
É dura na queda
Custa a cair em si
Largou a família
Bebeu veneno
E vai morrer de rir
Vagueia
Devaneia
Já apanhou à beça
Mas para quem sabe olhar
A flor também é
Ferida aberta
E não se vê chorar
O sol ensolará e estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas

15/08/2006

Acabou. Acabou, acabou!
A vida continua, os amigos levantam.
A cabeça roda.
E pára no lugar certo.
Acho que Deus é um bom continuista para o filme de nossas vidas.

25/07/2006

Talvez conseguisse ter feito mais, ou talvez, o que necessitava era justamente o contrário: tentar fazer menos, tentar ajudar menos. Essa minha mania de querer ajudar a todos, amando-os ou não, nem sempre é benéfica. Nem sempre o outro aceita e/ou precisa da ajuda que tenho a oferecer.
Assumo a culpa e peço desculpa por não ter sabido me manter no meu canto, aparecendo quando me era solicitado, apenas.
Hoje, o Cd que mais tem tocado aqui é o "Brincar de viver". Um nome bem sugestivo para o momento... A vida não pode deixar de ser uma brincadeira, nunca. - "NUNCA"! Que palavra forte...! Vivia dizendo: "NUNCA quero me separar de você", nunca, nunca, nunca... quantos nuncas! E sei que nunca quis mesmo, mas me vi obrigada, diante dos fatos. Quando não se pode ajudar o outro, o que temos a fazer é deixar que este seja livre. Livre pra sofrer, pra se encontrar, mas sem te derrubar. E se começou a acontecer, a única (trágica) saída, é a separação. A dolorosa e dolorida separação. A separação não por falta de amor, mas por falta de compreensão, o que a torna mais dolorosa ainda. - A gente veio a este mundo para fazer da vida uma diversão, mesmo com todas as responsabilidades e dores de cabeça.

21/07/2006

Às vezes queria ser como criança... talvez como as crianças do meu tempo, que não tinham vergonha de perguntar ou fazer as coisas. Lembro que quando minha irmã e eu eramos pequenas, passavamos as mãos nas pernas das pessoas para vermos se estavam de meia-calça. Lembro tb de um dia a noite, que minha irmã chorou por estar crescendo... ah, se eu soubesse o que ela queria dizer com aquele choro, teria acompanhado-a.

17/07/2006

"A vida não deve ser uma prosa que se faça por obrigação. A vida é viver poeticamente na paixão, no entusiasmo."

Edgar Morin
http://www2.ufpa.br/ensinofts/artigo3/setesaberes.pdf

10/07/2006

06/07/2006

Um novo começo?
Quem sabe?
Sempre é tempo de recomeçar.
De apagar o que passou para haver um presente novo e diferente.
Melhor?
Talvez.
Os tolos não recomeçam.
Os tolos traçam o caminho de suas vidas e o seguem como se so houvesse possibilidade naquele único.
Os tolos julgam os outros.
Péra aí!!!
Será que sou uma tola?!?!?!
Possivelmente.
Mais tola seria se não procurasse a felicidade no recomeço.
Chego a uma conclusão:
Tolos são os que não procuram ser felizes.
No recomeço, ou não.

30/06/2006

Já postei uns poemas do Leminsk aqui. Agora dou a vez a outros que estive lendo ontem, no livro que ganhei de aniversário, esse ano.


Merda e ouro
Merda é veneno.
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam padres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.

O que quer dizer
O que quer dizer, diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.

sorte no jogo
azar no amor
de que me serve
sorte no amor
se o amor é um jogo
e o jogo não é meu forte,
meu amor?

o amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro
ah, troço louco,
corações trocando rosas,
e socos

Pareça e desapareça
Parece que foi ontem.
Tudo parecia alguma coisa.
O dia parece noite.
E o vinho parecia rosas.
Até parece mentira,
tudo parecia alguma coisa.
O tempo parecia pouco,
e a gente se parecia muito.
A dor, sobretudo,
parecia prazer.
Parecer era tudo
que as coisas sabiam fazer.
O próximo, eu mesmo.
Tão fácil ser semelhante,
quando eu tinha um espelho
pra me servir de exemplo.
Mas vice versa e vide a vida.
Nada se parece com nada.
A fita não coincide
Com a tragédia encenada.
Parece que foi ontem.
O resto, as próprias coisas contem.

ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa

Asas e azares
Voar com asa ferida?
Abram alas quando eu falo.
Que mais que fiz na vida?
Fiz, pequeno, quando o tempo
estava do meu lado
e o que se chama passado,
passatempo, pesadelo,
só me existia nos livros.
Fiz, depois, dono de mim,
quando tive que escolher
entre um abismo, o começo,
e essa história sem fim.
Asa ferida, asa
ferida,
meu espaço, meu herói.
A asa arde. Voar, isso não dói.

Até mais
Até tu, matéria bruta,
madeira, massa e músculo,
vodka, fígado e soluço,
luz de vela, papel, carvão e nuvem,
pedra, carne de abacate, água de chuva,
unha, montanha, ferro em brasa,
até vocês setem saudade,
queimadura de primeiro grau,
vontade de voltar pra casa?
Argila, esponja, mármore, borracha,
cimento, aço, vidro, vapor, pano e cartilagem,
tinta, cinza, casca de ovo, grão de areia,
primeiro dia de outono, a palavra primavera,
número cinco, o tapa na cara, a rima rica,
a vida nova, a idade média, a força velha,
até tu, minha cara matéria,
lembra quando a gente era apenas uma idéia?

Incenso fosse música
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

praias praias sinais
um olhar tão longe
esse olhar ninguém olha
jamais




28/06/2006

Preciso me Encontrar
Cartola

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Se alguem por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar,
Depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra nao chorar.

22/06/2006

www.animamundiweb.com.br

lá tem uma animação de uma música do los hermanos e outra do cordel do fogo encantado. ambas muito boas! vale a pena dar uma conferida.
estou em ultimo lugar absoluto no bolão que participei.
se mulher não serve muito para isso eu não sei, mas que eu não sirvo, é fato! :)

16/06/2006

Aos Filhos de Peixes


É peixe quando pula e descortina
A clara possibilidade de mudar de opinião
É peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
Inverte a coisa, embola o pensamento e então ...
É peixe quando o germe da loucura
Se transforma em claridade e anda pela contramão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação
É peixe quando salta o precipício da responsabilidade
Ee tem uma queda pra ilusão
É peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
E carrega o mundo com a mão
É peixe quando a luz do misticismo
Se transforma na procura do princípio e da razão
É peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
Sem nenhuma embarcação

14/06/2006

Posts apagados.
Mas há coisas que não se pode apagar, infelizmente. Pior quando essas coisas são sentimentos que tem ligação com fatos ja vividos e re-vividos. Dá para se aceitar, então. E essa está sendo a luta. Acredito que o final esteja mais próximo do que se imagina. Aí nossa felicidade será completa.

"Basta um instante e você tem amor bastante"

Imagina todos os instantes com esse amor bastante... é amor pra dar e vender!!! :)

22/05/2006

conflito interno.
constante.
às vezes ele se esconde, em outras se fortalece.
não há motivo aparente. mas ele está aqui.
um nó na garganta.
talvez seja só consequencia de um sonho ruim.
ou não.
parece um mal necessário.
embora eu saiba que não é necessário.
mas por que existe, então?
entender o que não é óbvio é difícil.

06/03/2006

eles estavam certos, realmente.
e eu também. valeu a pena pensar e sentir.
está valendo muito a pena. tudo mesmo tm seu tempo.
ainda bem!

muito feliz! :)

18/02/2006

não queria.
não queria estar sentindo.
não queria pensar nisso o tempo todo.
não queria que eles estivessem certos.
mas eu sinto, penso e eles estavam, realmente, certos.
e agora?!

tudo tem o seu tempo.

06/02/2006

sentimentos que se confundem o tempo todo.
se eles só se confundissem, tudo bem.
mas me confundem também!
clara.
romântica.
confusa (ôh!).
sentimentalóide.
idiota.

20/01/2006

os dias têm sido bons.
férias!
era o que eu precisava.
pensamentos em ordem?
não, não.
será que algum dia eu conseguirei?
espero!
ou não espero?
conflito constante.
preguiça mais constante ainda.
acho que a minha maior burrice é ser preguiçosa.

11/01/2006

sou eu?
sou eu mesma?
não sei.
só sei que amo o chico buarque.
sei que amo o que não vivi.
eu amo a vida e choro por tudo.
estou aprendendo a beber.
sambar, sambar, sambar!
tudo e nada.
às vezes canso.

agora está tocando "a gente vai levando".
perfeito!

quer saber?
loucura é não ser louco nesse mundo estranho.

29/11/2005

eu odeio.
odeio me sentir assim.
pouco imporatnte.
feia. chata. chorona.
odeio perder as coisas.
ahhhhhh!!
quanto ódio! =/

24/11/2005

estudar filosofia, antropologia, psicologia ou qualquer outra "ia" que me faça entender o comportamento das pessoas.
procuro não julgá-las, embora faça constantemente, todavia gostaria de compreender para poder não julgar.
as surpresas me fazem pensar: " em que mundo doido nós vivemos!". e, ao mesmo tempo em que acho muito divertido, me assusto.
eita!

06/11/2005

Acabei de ler, numa pagina da internet, que houve uma revolução na data em que eu nasci no ano de 1848. 24 de fevereiro de 1848, ao mesmo tempo em que Marx e Engels publicaram o folheto "O manifesto comunista".


Queria saber que revolução foi essa...


Rio, 06/11/2005.
No Mundo encantado do MedCurso.

29/08/2005

"eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."

E prefiro, realmente, embora tenha a consciência de que não é fácil.
Não gosto de me enquadrar em grupo algum, não gosto de preconceito, não gosto de funk e não gosto de tantas outras coisas.
Mas estou enquadrada em um (???) grupo, tenho preconceito, ouço funk e faço a maioria dessas tantas outras coisas as quais me referi.
Todos, sem excessão, vivemos dentro dos padrões impostos pelo sistema.
Tanto aquela menina-moça que vai casar virgem, de branco, numa igreja linda e florida, quanto aquela que se revolta com a maneira dita correta de viver, justificando com isso, suas relações sexuais inconstantes e as drogas usadas (e abusadas) constantemente.
Se tivesse que me enquadrar em um desses grupos hoje, não sei em qual seria.
Acho que aí está o grande xis da questão. Sou virgem, sim. E revoltada também (e muito!), mas não uso drogas ou coisa que o valha, não roubo, picho muros e fachadas ou me meto em brigas por conta disso.
E é aí que entra o meu preconceito (filho da puta, ao qual eu tento resistir mas não consigo): critico as menininhas que vivem em seus mundinhos medíocres e, tudo o que querem é um marido que seja exatamente aquilo que os pais foram pra elas até então, assim como critico as que saem por aí injetando, fumando, dando pra qualquer um.
Repito a filosofia de que cada um faz da sua vida o que bem entende, entretanto, não me vejo suficientemente madura para conseguir aceitar isso na prática.
O engraçado é que as pessoas que têm as mesmas filosofias e pensamentos que eu, são as consideradas revoltadas. Por conta disso, eu teria que, ao menos, 'engolir' tudo isso que vai contra o meu modo de agir por só encontrar nelas as idéias similares. Por outro lado, as menininhas frágeis e completamente dependentes agem, em alguns aspectos, como eu.

Ai, que crise de identidade!

No meio dessas coisas começo a pensar: quem eu sou realmente? A menininha ou o porra-louca?
Será que pra enxergar o mundo como eu enxergo, é preciso se dopar? Será que por esperar um alguém especial eu preciso ser alienada e/ou submissa?
Só sei que fazendo isso ou aquilo pra me encontrar em algum grupo, estarei, de qualquer forma, aderindo às normas impostas.

Consegues perceber o que quero dizer?

Sei que falei de problemas muito específicos e que isso é muito maior, muito mesmo. Não espero que compreendam por completo, considerando que nem eu consigo fazê-lo. Ele me serviu apenas como um desabafo.


28/08/2005

22/08/2005

Eu escreveria isso.
Com certeza.


Metade (Oswaldo Montenegro)


Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
E essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e paz que mereço
e que a tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o seu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta
mesmo que ela mesma não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

05/08/2005

Comecei a escrever esse conto, ou coisa que o valha, na semana passada (dia 05/08). Não publiquei porque não terminei e as idéias ainda estão meio tortas.
Resolvi postá-lo mesmo assim, já que quase ninguém acessa o blog.
Quando estiver afim dou um final a ele. Ou não dou.


Vivia com o pai e três irmãos, dentre os quais era a mais velha, com 12 anos apenas, numa casa velha no subúrbio daquela cidade de interior. Ela era a dona de casa daquela casa. Há 4 anos sua mãe faleceu ao parir seu irmão caçula.
Considerava-se feliz.
Segundo seu pai a felicidade estava em ter comida (mesmo que essa fosse feijão com farinha dia sim, e dia também) e saúde. Bem, este último a pequena tinha e disso não se podia reclamar.
Não eram muitas as atrações do lugar onde morava. As crianças se divertiam do jeito que dava nos poucos momentos em que não estavam trabalhando.
Apesar de toda aquele sacrifício do dia-a-dia, a menina ainda tinha esperança e uma visão poética da vida. Olhava o céu estreledo ou o sol refletindo nas vidraças, muitas vezes quebradas, das janelas e via , mais que isso, sentia que um dia iria encontrar o seu lugar ao sol. Mesmo sem oportunidade de estar numa escola sabia ler. Por mérito próprio e uma ajudinha de Dona Rosa, a professora da cidade.
Um amigo da cidade grande sempre levava para ela um livro e algumas revistas. Lendo Graciliano Ramos e Rachel de Queiroz se identificou com a vida miserável das personagens ali descritas, o que fazia com que seu sonho de tentar a vida no Rio de Janeiro aumentasse.
A praia! Como deveria ser uma praia? Naquelas fotos tudo era tão mágico!
O mar... qual seria a sensação de sentir aquelas águas que pareciam estar em movimento, com umas espuminha parecendo a de quando lavava as mãos, nos pés calejados por não ter sapatos?

21/06/2005

leite condensado e nescau.

musica boa.

garganta doendo.

barulho de chuva.

tic-tac do relógio.

prova de jornalismo.
A arte faz parte da minha vida desde que eu era muito nova.
Na verdade, acho que é desde que eu me entendo por gente.
Música, teatro, pitura, dança, fotografia, escrita... tudo é válido.

A arte fala por si, ela tem o poder de transformar e fazer com que a gente veja tudo de uma maneira diferente. Será que é uma utopia ou algum dia todos se darão conta disso e poderemos, enfim, viver melhor?

CLARA! Chega de querer mudar o mundo! Quem tem que se adaptar é vc!!!


20/06/2005

dia cinzento.
como eu detesto dias cinzentos!!
me fazem pensar mais do que eu ja faço normalmente.

18/06/2005

se sentir um estrangeiro em sua própria vida é foda.
as saídas são um meio de fugir dessa vidinha mesquinha a qual todos estamos sujeitos.
sei que é praticamente impossível ir contra tudo isso.
a merda é que dói. de verdade.

e mais uma vez vou de verde: esperança!

15/06/2005

Já tinha esquecido como é bom ficar em casa, de pernas para o ar.

Acordei a hora que quis, fiz um sandubão, internet, som no volume máximo... ninguém pra me dizer: faz isso! faz aquilo!!!

feliz!!! :)

13/06/2005

descobertas.
ainda bem que não dei o livro.

caramba!
cada vez mais e mais difícil acreditar nas pessoas.
affe.

10/06/2005

mudança

m
u
d
a
n
ç
a
ç
n
a
d
u
m


Mu dan
ça


That's what we all need!
Tirei esse texto de um livro que comecei a ler hoje.
O nome do livro é "A insustentável leveza do ser" e é do Milan Kundera.
Já tinha lido outra obra dele antes, "A Identidade" e adorei!
Vamos ver se gosto deste também.


"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."

ps: era pra dar de presente. um presente pra mim! =)
encontrando o desencontrado.
casa.
sanduba.
tranças no cabelo da irmã.
banho.

ai ai.
tired!

09/06/2005

FELIZ ANIVERSÁRIO PRO THIAGO, O PERÓ. =)

Sei que ele nem vai ler isso aqui, pois é um excluído digital por opção.
Mas não posso deixar passar em branco, afinal o Thi é um dos amigos mais mais mais tudo de todos que eu tenho.
Amo demais esse menino, que me ouve, me dá bronca, fala umas verdades duras e cruas na minha cara, e por isso e muito mais sabe o que é ser amigo.

Amo amo amo amo e amo! :)
Ah! Amo mais um pouco!
Já postei isso em um outro blog que eu tive.
Não sei pq me deu vontade de colocá-lo aqui.


" quando a gente tenta de toda maneira ter de se guardar, sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar"

" tenho um coração dividido entre a esperança e a razão, tenho um coração, bem melhor que não tivera"


Então... há quem diga que Fagner é brega. Eu não me importo. Gosto e assumo! Talvez porque eu tenha uma ligação com a sua música desde muito nova. É uma historinha de quando se é criança, que a mãe conta pra todos, sabe? Mas, diferentemente do comum, dessa historinha eu lembro.

Estavamos em Angra dos Reis, minha mãe, irmãos e avó. Sempre iámos pra lá. Ia ter um show do Fagner e a minha mãe e avó iam. Eu ouvi aquilo o dia inteiro. Como o show era tarde, elas iam nos colocar pra dormir, como o de costume. Sem alterações nos horários.

Eu, quando criança, era muito ciumenta com a minha mãe (de chegar ao ponto de me jogar na frente da TV se ela dissesse que tal ator era bonito). Então, sabendo que ela ia sair e nos deixar lá com uma babá qualquer, o que eu fiz? Sim! Fingi que estava dormindo e quando elas estavm de saída acordei e não dormi de jeito nenhum. Elas desistiram e me levaram ao show. Fiquei acesa a noite inteira (ah! esqueci de dizer que eu tinha por volta de uns 5 anos de idade, apenas). Fomos de camarote e tinha várias comidas gostosas. Hummmmm... E adorei o show.

O primeiro a gente nunca esquece! :)

08/06/2005

Para não esquecer. :)


Poemas que eu mais gosto do Paulo Leminsk.

---
Amor, então, também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria prima
que a vida
se encarrega de transformar
em raiva
Ou em rima

---
Quando chove,
eu chovo,
faz sol,
eu faço,
de noite anoiteço,
tem deus,
eu rezo,
não tem,
esqueço,
chove de novo,
de novo,
chovo,
assobio no vento,
daqui me vejo,
lá vou eu,
gesto no movimento

---
eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura um olhar
que demora
de dentro de meu centro
este poema me olha

---
apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme

07/06/2005

é... provas chegando ao final, período acabando...
o que mudou??

antes, quando estava na escola, só parava pra pensar nisso no fim do ano.
poizé, a gente cresce e passa a pensar mais.
será que isso é bom?

algumas vezes acho que não, mas são pequenos momentos.
nem passam dez minutos e lá está a clara, clarinha, clacla, tangamandapiana, claclazinha, claritcha, clarita, clarete, todas elas juntas pensando novamente!

06/06/2005

ESPERANÇA!!!

Esperança de que um dia as coisas melhorem.
Não só comigo, não sou egoísta a esse ponto.
Esperança de que as coisas melhorem para todos: para as velhinhas que não conseguem pegar um ônibus porque o motorista não pára, para as crianças que vendem balas nos sinais, para famílias que dormem nas ruas, para filhos que são agredidos pelos pais, menores cheirando cola pelas esquinas...
Sei que é meio utópico, mas realmente gostaria muito que acontecesse. Que as pessoas crescessem e se tornassem melhores. Parassem de enxergar apenas seus umbigos e começassem a reparar que há muito mais coisas a serem vistas e mudadas ao redor.
Claro que para isso é necessário uma mudança interna.
Mas será que já não está na hora?
Tá, tá... cada um tem o seu tempo...
Acho que o meu é agora.

Cansada de me preocupar com coisas (e pessoas) pequenas, quando na verdade há muito mais gente precisando de socorro.

05/06/2005

Na praia.
O mar estava perfeito. Geladinho, se contrapondo ao sol quente.
Tantas coisas boas passavam pela sua cabeça naquela manhã colorida e ensolarada.
Sabia que aquele dia seria comprido. Mas esperava que fosse um bom dia. Já tinha começado bem, pelo menos.
Deitada na areia olhava ao redor: o mar lindo e calmo, o céu azul sem nuvens, a mulher dobrando a roupa do menininho enquanto o pequeno falava: "eu quero meu picolé!", as duas meninas descobrindo a adolescência ao lado, os vendedores ambulantes gritando: "duas batata é um real!!" e tudo, absolutamente tudo que a cercava.
Ali, naquele lugar, ela não pensava em nada.
Não havia o que a perturbasse. Só lhe vinham coisas boas à mente.
Apenas algumas horas lá, já era o suficiente para deixá-la feliz e renovar suas energias.
Estava tudo indo tão bem até que sua mãe virou e falou: "Vamos embora, Clara?".
É... back to real life!
Estudos, saídas, amigos, conflitos internos, pensamentos excessivos, shows, saídas... de volta a vida real!